segunda-feira, 20 de setembro de 2010

343 - que ninguém nos ouça neste antigo poema


seria a ferro e fogo
à custa de muito cansaço
com o destempero das marés
com o insidioso ressoar dos passos
para te fazer trigo e oração, penitencia
e brindar aos lacaios, aos que fazem corte
que ninguém nos ouça neste antigo poema

17 comentários:

Everson Russo disse...

Que ninguem nos ouça,,,mas que nos façamos ouvir em sentimentos...abraços de boa semana.

Lou Vilela disse...

Poema que ressoa...

Cheiro

Maria Andrade disse...

mesmo que seja inevitável.

Mirze Souza disse...

"...para te fazer trigo e oração..."

Que maravilha, Assis!

Lindo DEMAIS!

Beijos, poeta!

Mirze

Wanderley Elian Lima disse...

A ferro e fogo, as custas de qualquer sacrifício. Será que vale a pena?
Abração

Ingrid disse...

marés e cansaço,passos e fogo..
forte Assis. E que ninguém nos ouça..
beijo.

Feeling what the other feels disse...

Eu aqui querido Assis, te lendo, ouço vozes, vejo imagens, sinto tudo que escreve. É sempre um prazer vir aqui. E sair cheia.
"E que ninguém nos ouça o sentimento."
Uma ótima semana pra ti. Bjos.

Vanessa Souza Moraes disse...

De ferro, nunca de pétalas.

Lara Amaral disse...

Ouvem, mas fingem não sentir o mesmo.

Beijo.

dade amorim disse...

Antigo e sempre atual.
Beijo, Assis.

Lau Milesi disse...

Esse deve ter deixado cicatriz, marcou a ferro e fogo.
Belíssimo!

Beijosss

Gerana disse...

que ninguém nos ouça... vc tá q tá... um senhor poeta.

Oria Allyahan disse...

E silencio pra sentir...

Abração!!

^^

betina moraes disse...

assis,

o delicado sigilo amoroso...

puxa! ganhei a noite vindo conhecer o teu blog!

poemas milimetricamente sensíveis.

GRANDE abraço.

Insana disse...

Lindooo.

bjs
Insana

Luiza Maciel Nogueira disse...

fa´z-se silêncio nos ecos das lembranças..

bjs

rouxinol de Bernardim disse...

Com a sensibilidade em alta. e o astral lá em cima a poesia surge espontaneamente...
Parabéns.