quinta-feira, 30 de setembro de 2010

353 - para um poema só de Maria e Menino Jesus


lembraste os versos do Caeiro,
uma prece de ternura,
uma sinfonia inacabada
que Mahler não escreveu,
uma fissura no calcanhar
de Aquiles,
um arcabouço sem teoria,
um dia, um dia


Clique aqui e veja o poema de Maria

13 comentários:

Sandra Botelho disse...

Um dia a vida se fez poesia.
bjos achocolatados

Zélia Guardiano disse...

Assis
Já fui lá, já me encantei, já voltei, para reler e reler o encanto daqui...
Abraço apertado, amigo!

Efigênia Coutinho disse...

Olá, venho agradecer sua mensagem aos meus versos, e conhecer este seu recanto de poesia, PARABÉNS,
Efigenia

Mirze Souza disse...

Lindo o poema de Maria!

Mais ainda o seu.

Sou uma sinfonia, não de Mahler, nem mereço, mas sou aquilo que a obra não acabou.

Beijos, POETA 1000

Mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

seguindo lá tb, que aqui sou fã!

beijo

Lau Milesi disse...

Amei, Assis, conhecer a obra da Maria. Lindo,luminoso o poema dela.
E o seu é tudo de bom também. "Um dia, um dia", lirismo puro. Parabéns!
Você já ouviu Bethania declamar o poema "Menino Jesus", de Pessoa? É coisa de louco...lindíssimo.
Um beijo

nina rizzi disse...

fico com caeiro, e mahler. de resto, um dia, um dia, rompo essa fissura.

Maria Andrade disse...

que lindo, mestre. estou emocionada... seu lirismo eternamente marcado em meu coração. beijos.

Marcantonio disse...

Já havia lido o belo poema da Maria, e também me lembrei do Menino Jesus da aldeia, agora numa aldeia de solidão. Mahler? Referência especial, a 10ª é inacabada, não? Aquele longo e belíssimo adágio de arrepiar a alma...

Abração!

Assis Freitas disse...

Marcantonio,

é que o verso é dúbio propositalmente, Mahler deixou inacabada a 10 exatamente, mas alguns compositores a completaram, por isso digo que ele não escreveu e brinco com isso, Bernstein, o grande maestro, se recusava a tocar a 10 com os excertos dos outros,

abração

Jorge Pimenta disse...

de repente, recordaste-me de um dos mais belos poemas de caeiro:
"Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo…
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima…
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor—
Tu não me tiraste a Natureza…
Tu mudaste a Natureza…
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou."

Alberto Caeiro [6-7-1914]

Gerana Damulakis disse...

Realmente muito bom.

Lou Vilela disse...

Gostei do diálogo, meu caro! E da abertura para outras leituras.

Cheiro