sexta-feira, 24 de setembro de 2010

347 - Sob a secreta linguagem da madrugada

Atroz a madrugada consome os passantes
Invade com a brisa pormenores dos amantes
Ateia o fogo das marés pelas avenidas

Mas apazigua os bêbados, consola as meretrizes
Afaga desvalidos que se enfileiram sob marquises
Dá crença aos enfermos de uma nova alvorada

A madrugada excita a caricatura torta dos becos
Faz do canto sem resposta a secreta linguagem
Que escorre pelo bordel interminável do poema

21 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

A madrugada é plena, nela as limites se ampliam e muitos têm coragem de serem eles mesmos.
Abração

Everson Russo disse...

A madrugada tem seus segredos,,,misterios,,,mas tambem tem suas respostas ao que necessitamos em solidão...abraços de bom final de semana.

Ribeiro Pedreira disse...

inspiração plena entre o fim da noite e o raiar do dia.
madrugadas são alentos e ausências.

Lau Milesi disse...

Belíssimo, poeta. A linguagem da madrugada costuma ser silenciosa com a do olhar.Na minha opinião, a mais bela.
Eu acabo querendo fazer poesia aqui de tanto sentir/ver seu talento.:)

Beijo

Mai disse...

Notívagos segredos, seus sons e seus cheiros. Um Blues que inunda a cidade em plena madrugada, para que faças o teu poema de manhã.

Belo e nostálgico.

cheiro

Domingos Barroso disse...

A Poesia respira diferente
quando se faz a sombra
da madrugada
pelos cantos.

Forte abraço,
camarada Assis.

Zélia Guardiano disse...

Lindo, Assis!
Com o peso e a leveza colocados, cada um, num prato da balança...
Abraço!

Lua Nova disse...

Sem muitas palavras... prefiro que me calem as tuas... lindo... lindo e envolvente poema... como a luz da lua cobrindo os homens...
Beijokas, Assis e obrigada por esse momento...

Feeling what the other feels disse...

Linda madrugada, aos olhos de Assis. Percorri cada canto das ruas, com teu belo show de imagens. Me envolve este lugar. Bom fim de semana pra ti querido Assis.

Oria Allyahan disse...

Eh... pobre daqueles que simplesmente dormem...

Só quem sente a madrugada (e há diversas formas de fazê-lo) sabe o muito que ela nos tem a dizer!

^^

Luiza Maciel Nogueira disse...

linguagem apaixonada pela vida!

beijos

Jorge Pimenta disse...

neste meu meio regresso, amigo assis,falas no bordel do poema; eu delirei sobre ejaculações mecânicas sobre ventres estéreis onde a poesia mais não é que invenção quase útil dos homens :)
um abraço!

Jorge Pimenta disse...

neste meu meio regresso, amigo assis,falas no bordel do poema; eu delirei sobre ejaculações mecânicas sobre ventres estéreis onde a poesia mais não é que invenção quase útil dos homens :)
um abraço!

Bípede Falante disse...

Assis, mas essa madrugada é mesmo uma danada, e esse poeta, mais ainda :)
bj.

Lua Nova disse...

Meu querido e admirado poeta...

Mais uma vez, postei palavras suas em meu blog branco...
Beijokas.

http://empoucaspalavrasalheias.blogspot.com/

Gerana Damulakis disse...

Gostei muito, senti a madrugada.

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, belo poema com lindas imagens poéticas... caricatura torta dos becos... bordel interminável do poema... tudo bem afinado com o tema em versos meticulosos. Um abraço.

Ingrid disse...

mais uma vez a perfeição nas imagens a visualizar pelas suas palavras. Os calores da madrugada!..
obrigada pelo carinho da visita.
um beijo e bom final de semana.

Cris de Souza disse...

Versos insones...
Na madrugada tudo se agiganta.

dade amorim disse...

Essa linguagem secreta e fecunda da madrugada.

Mirze Souza disse...

"Escorre pelo bordel do poema!"

Pela madrugada! DEMAIS!

Beijos

Mirze