segunda-feira, 9 de maio de 2011

578 - metapoema para o silencio que arde na nuvem

sinto-me tomado de orvalho
quando vislumbro
o que os olhos já não veem
e nesse naufrágio de nuvem
sem porto nem cais
vagam-me em reticencias
a vidraça e a paisagem
a fina íris de melancolia
para qual se debruçam
meus pés ensimesmados

21 comentários:

dani carrara disse...

nuvem de poesia, em si mesma do céu.

Everson Russo disse...

Que essa nuvem de poesia traga o orvalho da paz,,,da serenidade,,,do amor sempre,,,abraços de boa semana.

Celso Mendes disse...

Figuras de um lirismo arrebatador.

Poesia pura!

Abraço de um grande admirador...

Lívia Azzi disse...

Um caleidoscópio revirado de sentimentos...

Lindo poema, Assis!

Beijo.

Eder Asa disse...

Tem razão, silêncio arde (em qualquer lugar);

Fantástico, o poema...
Abraço!

Daniela Delias disse...

A melancolia em teus versos assume de vez o seu lirismo...

Bjos, doce amigo.

MIRZE disse...

ASSIS!

Essa fina íris da melancolia , está divinal!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Cris de Souza disse...

sinto-me tomada por tua lira...

beijo, mestre!

.maria andrade. disse...

videopoema

Jorge Pimenta disse...

entre orvalho e olhares de metapupila, o poema diz-se a si mesmo. só ao alcance de alguns, obviamente.
um abraço, assis!

ErikaH Azzevedo disse...

Teu lirismo é de embotar os olhos, traz mais beleza pra dentro da gente...
Melhor que os olhos que vêem querido, é o coração que sente, e esse naufragio de nuvem, sem porto nem cais , conheço bem.

Lindo demais...

Bjo

Erikah

Bípede Falante disse...

Assis, dá para mim esse naufrágio. As minhas nuvens estão presas ao céu por um fio como se fossem balões e guardam ainda gotas por temerem mais a um Titanic que a um iceberg. Deixa eu levar lá para a minha casa, para a parede da minha sala, onde sento mais calada que falante com a minha bipedice? Deixa?
beijo.
BF

Luiza Maciel Nogueira disse...

lindo orvalho, singelo que atravessa pelos olhos e expressa essa beleza em versos

beijos

Lídia Borges disse...

"sinto-me tomado de orvalho"

Fico presa na melancolia do verso
enquanto o "silêncio arde na nuvem".
As imagens são nítidas pela fina depuração da palavra.

Um beijo

dade amorim disse...

Você trabalha tão bem as palavras que dá uma invejinha boa na gente.

Beijo.

Úrsula Avner disse...

vislumbrar o que os olhos já não veem é algo destinado somente a pessoas sensíveis, especiais, poetas é claro!
Um abraço.

Í.ta** disse...

fincando raízes. queiramos ou não.

belíssimo poema!

grande abraço

Teresinha Oliveira disse...

Essa desilusão, ou desistência, que escapa entre os dedos, parece não afetar o ser, que apesar,arde.

Vais disse...

o orvalho das madrugadas que ao amanhecer sob o calor do sol nascente evaporam e sobem, sobem
e se juntam às outras gotículas que depois à força descem e descem
ou são levadas pela imensidão celeste ao sabor dos ventos e ventanias

mas bem acima das condensações existe algo que só lá pra se ver

beijo, Assis

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

"Meus pés ensimesmados"...
Você sempre metendo as mãos pela poesia, Assis...

Abraço eu-fórico,
Pedro Ramúcio.

Ingrid disse...

os olhos do silencio..
vislumbrar muito mais..
beijo poeta..