quinta-feira, 26 de maio de 2011

595 - canção de fortuna para homens e caranguejos

desliza pelos baixios a insígnia das marés
sob a vista escorregadia dos crustáceos
cujos olhos apontam no céu em comoção
as flores tardias que medram no mangue

15 comentários:

Jorge Pimenta disse...

eliot e os seus caranguejos promíscuos resvalam nas linhas escorregadias das flores tardias sob o sal da tua mão. em nenhum dos portos o horizonte é apenas o limite do olhar.
abraço!

Everson Russo disse...

Marés de acasos ao amor...abraços de bom dia.

dade amorim disse...

Tudo nesta vida é motivo para poema, e nada pode ser considerado um motivo menor - todo motivo pode dar um grande poema.

Beijo pra você.

dani carrara disse...

nu céu.

bjo

Ingrid disse...

e se deixam levar..
beijos perfumados querido..

Analuz disse...

Meus olhos se encantam pelo horizonte de Assis!

Beijinho luminoso!

Bípede Falante disse...

Vou me incluir na categoria caranguejo :)
Beijos

Sandra Botelho disse...

E são assim os crustáceos horizontes das profundezas ...
beijos achocolatados

MIRZE disse...

ASSIS!

Que bom que também as flores medram.

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Wanderley Elian Lima disse...

Oi poeta
Surreal.
Abraço

Primeira Pessoa disse...

putz, flores do mangue?
puta nome de livro, zé de assis!

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, em cada palavra e em cada verso um mundo poético... Bj.

Luiza Maciel Nogueira disse...

mar imenso :)

bjs

Cris de Souza disse...

seu canto levou meu pensamento adiante...

(caranguejo se devora sem andar pra trás. palavra de capixaba!)

beijo.

Eurico disse...

Sou desses baixios, minhas raízes nas rizophoras...
Levo essas imagens comigo, feito um mestre-de-barco, quando sai na barra...

Abraço fraterno.