sábado, 28 de maio de 2011

597 - para uma geografia de ânsia canibal

valéry criou o leão de cordeiros assimilados
eu de minha sorte pastoreio cabras
nesse quintal desmesurado de incoerências
e a minha fome ancestral devora arbustos
sou pleno de vegetação rasteira

14 comentários:

Jorge Pimenta disse...

apascentando quimeras e sufragando desilusões. oh, caldi, pastor de abissínia, que alimento te persegue e te devora em renovação inaudita?
p.s. nenhuma terra se sacia apenas com vegetação rasteira, mas nem todas as árvores falam a linguagem dos céus.
abraço, poeta!

Everson Russo disse...

Rastros de uma vida vivida...abraços de bom sabado.

Cris de Souza disse...

vira e mexe quando te leio lembro do manoel de barros. ele e você: duas feras!

beijo.

(recebeu meu e-mail?)

MIRZE disse...

ASSIS!

Esse quintal anda desmesurado de incoerências mesmo. Vegetação rasteira é a melhor opção!

Beijos, poeta MIL

Mirze

teca disse...

Eu te sinto exótico em palavras...

Um beijo enorme!

Sam disse...

serpenteio no seu tronco
qualquer semelhança de erva daninha
ou curandeira.

Belo, Assis,
Meu carinho
Samara Bassi

Blog do Pizano disse...

pastoreia palavras
e tão bem
que as trem
poesias

belo, Assis

Tania regina Contreiras disse...

Querido, minha fome ancestral devora florestas...:-) Te postei no facebook e os amigos poetas prestigiaram. Ainda esperamos vc por lá...
Bjos,

Ingrid disse...

sobrevives..
beijos querido Assis e obrigada pelo carinho sempre no Perfumes

nydia bonetti disse...

Eu... pastoreio estrelas. Guardadora de lua - no curral do céu.
Como é bom te ler, Assis. bjos.

Ira Buscacio disse...

Assis querido,
Dê a fome o que é da fome!
Bj grande e bom domingo

Vais disse...

Ei, Assis,

é uma coisa :)

para uma geografia de ânsia canibal e no entanto a fome ancestral que devora arbustos

:) beijo

Bípede Falante disse...

E a fera já estava a se anunciar!
beijos
ps. Tou lendo os poemas de cima para baixo, ou seja, os comentários descem o blog e não o contrário como fariam as pessoas normais rs rs

dade amorim disse...

Valéry contornava de longe o que você diz com pleno conhecimento de causa.

Beijo.