domingo, 25 de julho de 2010

286 - A noite que desceu do silêncio

Desse-me um destino eu partiria
- Como cabe a um bom pastor -
A recolher as intempéries do vazio
A perscrutar as coleiras do silêncio

Apenas ater-me ao apego dos passos
Ao desassossego do olho em maresia

19 comentários:

Everson Russo disse...

Esse silencio da noite meu amigo, muitas vezes é ensurdecedor...abraços de otima semana.

Fred Caju disse...

Dizem que a noite só desce se alguém se calar.

Jorge Pimenta disse...

querido amigo, receio que os destinos tenham deixado de existir nas mãos dos tais deuses da indiferença. como o pedro ramúcio me dizia, num comentário, os deuses vendem quando dão, por isso, mais vale pôr pernas ao caminho e tratar de o trilhar, mesmo que à revelia dos deuses e dos homens. a bola de cristal há-de fazer-se na palma das nossas mãos.
um abraço, poeta amigo!

Jorge Pimenta disse...

querido amigo, receio que os destinos tenham deixado de existir nas mãos dos tais deuses da indiferença. como o pedro ramúcio me dizia, num comentário, os deuses vendem quando dão, por isso, mais vale pôr pernas ao caminho e tratar de o trilhar, mesmo que à revelia dos deuses e dos homens. a bola de cristal há-de fazer-se na palma das nossas mãos.
um abraço, poeta amigo!

Ribeiro Pedreira disse...

o caminho é em frente. seguir é enxugar as lágrimas.

Gerana Damulakis disse...

Excelente desde o título.

Ana SS disse...

As vezes o silêncio é barulhento...

Luiza Maciel Nogueira disse...

o olho em maresia
e essa trova no final do dia

versos de sonho

bjs!

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
O olho em maresia, poesia em silêncios: sereno do verbo apanhado pelo pelo poeta com suas retinas apinhadas (fatigadas?)...

Abraço deste apanhador em campos de poemas,
Pedro Ramúcio.

Batom e poesias disse...

Cada vez que leio um verso seu, fico perplexa. Sem palavras e adjetivos, apenas me deixo gostar.

bj
Rossana

Primeira Pessoa disse...

a noite que desceu de mim.

ó, maradona do farol da barra... esta, a pergunta que não quer calar: será que a lua gigantesca e branca da minha noite é a mesma que você vê, aí abaixo da linha do equador?
lua bonita e besta.
não me canso de ir lá fora. pisco pra ela.
e só as estrelas piscam pra mim.
e eu, aqui, careta. sem poder beber uma cervejinha que seja.

tá fueda!

Andrea de Godoy Neto disse...

Assis, só o título já arrepia, mas o desassossego do olho em maresia... ahh, poeta, essa foi pra calar

e por pernas ao caminho...

beijo

Lara Amaral disse...

Um destino (in)certo era tudo o que eu queria.

Joana Masen disse...

O eterno desassossego da dúvida: ir embora ou amar?
Lindo!

Everson Russo disse...

Abraços de otima semana pra ti amigo,,,paz e poesia sempre.

Everson Russo disse...

Abraços de otima semana pra ti amigo,,,paz e poesia sempre.

Lou Vilela disse...

Seriam as escolhas destinos traçados pelas próprias mãos?!

Uma noite para tintos e blues! ;)

Beijos

Iara Maria disse...

descida dos silêncios, volto aos seus mil e um poema, com toda a sede!

beijosss

Cris de Souza disse...

Tocou um sino aqui dentro...
De encher os olhos!