segunda-feira, 1 de agosto de 2011

662 - repentino casto para amoras, violas e oboés


para decompor-se
em fidalguia no teu olhar
urge a aurora de assombros
anuncia-se o sobressalto de luz
o jasmim refrigera-se no orvalho
enquanto do outro lado da moeda
acena-me o infortúnio das tuas mãos

14 comentários:

Jorge Pimenta disse...

ah, o orvalho, esse delicado elixir para todos os desassombros e inquietações.
visualíssimo este teu repentismo, caro amigo! abraço!

Everson Russo disse...

Imagina se um orvalho no olhar como pura poesia...abraços de boa semana.

Fred Caju disse...

E como o orvalho, diariamente Assis nos presenteia.

Celso Mendes disse...

urge a poesia acenando aos olhos...

abraço!

Rejane Martins disse...

nas tuas mãos, em graça, quase todos os humores da poesia.

MIRZE disse...

Deve ser linda essa "aurora dos assombros"

Maravilha!

Beijo

Mirze

dani carrara disse...

o cheiro de tudo que se transforma

pode ser ruim, né?


muita belo o poema

Catia Bosso disse...

Mãos que exalam o jasmim em quietude...

bj.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Jasmins, minhas flores preferidas e ainda com orvalhos - que irresistível :)

beijos!

dade amorim disse...

Um quê de inesperado atravessa o poema e lhe dá um apelo diferente.

Beijo.

Daniela Delias disse...

Quanto lirismo...

Bípede Falante disse...

Há mãos que abanam infortúnios mesmo quando não desejam.
Tão bonito e triste poema.
Beijoss

Ingrid disse...

quanto perfume em tuas letras..
beijos Assis.

Rejane Martins disse...

ateia, enlaço humores, das imagens, os primeiros minutos, os repentinos buquês e agradecimentos.