terça-feira, 16 de agosto de 2011

677 - récita alegórica para ermo, grade e jardim abandonado

Canso-me deste enternecimento das violetas
Agatea, leonia, mayanaea, isodendron, viola
Tão sensíveis na desoladora procura por ar

Logo eu que afoito no passo vivo a arquejar
E os olhos cansados debruçam-se púrpura
E a mão há muito não colhe senão ausência

Canso-me deste enternecimento das violetas
Como me cansam paisagens pejadas de sol
Caiu-me a noite em madrugada sem floração

10 comentários:

dani carrara disse...

muito delicado o poema,
como as violetas e o ar.

beijo

Everson Russo disse...

E muitas vezes a madrugada vem pra explicar tudo...abraços de bom dia.

Everson Russo disse...

E muitas vezes a madrugada vem pra explicar tudo...abraços de bom dia.

Analuz disse...

E como cansam os necessários dias de canteiro sem flor...

MIRZE disse...

ASSIS!

Sua sensibilidade enterbece. Aprendi o nome das espécies de violeta.

Poema belíssimo!

Beijo

Mirze

Batom e poesias disse...

Parece-me que andamos todos um pouco cansados...

Mas enternecer ainda é necessário.

Lindo poema, Assis.
bj

Rossana

Tania regina Contreiras disse...

Lindo, Assis!!!!!!!!!!!!!!
Beijo,

Anônimo disse...

é um confundir de ser. serão, não serão, serzinho, serzindo devaneios nas minhas unhas compridas.

dade amorim disse...

Docenmente delicado este poema.

Ingrid disse...

um cansaço que agita..
beijo e um lindo sábado..