domingo, 28 de agosto de 2011

689 - sobre o impossível da poesia e outras levezas do vento

de nada adiantaria o amor
essa praga que alucina os dias
de nada adiantaria
se das cavernas não se repetissem
em rito os hieroglifos
de nada adiantaria
se não pintassem os esquivos traços
nas retinas de tantas cores
de nada adiantaria o amor
se a palavra não pudesse exasperar
de nada adiantaria
se o silencio não se fizesse
refúgio de todo o verbo
de nada adiantaria

11 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Ai, Assis, meu querido... O amor, essa praga que alucina os dias...
Nunca vi definição melhor...
Poema lindo!
Estava com saudade daqui. Afinal , sou freguesa de caderneta...rs...
Os preparativos para o lançamento do meu livro, que aconteceu ontem, me deixou meio fora do prumo por uns dias, mas , graças a Deus, passou e já vim correndo ...
Abraço bem apertado!

Angélica Lins disse...

Por sorte, há o silêncio para refugiar o verbo.
Não sei o que seria de todos nós sem ele.

Sempre uma delícia vir aqui.
Beijo

MIRZE disse...

De nada adiantaria o amor se o silêncio não se fizesse refúgio de todo verbo. Ainda assim.....

Beijo, poeta

Mirze

Celso Mendes disse...

é no silêncio que se aninham as palavras. de nada adiantaria isso não houvesse poetas para soprá-las ao vento. e retinas para captá-las.

grande abraço, poeta.

Everson Russo disse...

E onde poderiamos nos refugiar do amor? sentimento que não compreendemos...abraços de boa semana.

Andrea de Godoy Neto disse...

poema lindo! mas o título...ah, o título me arrebatou ;)

um beijo

Ingrid disse...

amei o título Assis..
e o que é o amor.. possível?..em toda a sua plenitude..
beijos querido

Jorge Pimenta disse...

aqui, todas as miudezas de encantamento se tornam possíveis. há vozes assim.
bravo!
um abraço, poeta!

Domingos Barroso disse...

dá pra ouvir a guitarra
e o blues
...


forte abraço,
irmão.

Nilson disse...

A verdadeira poesia em nossas cavernas dentro do peito. De nada adiantaria buscar a poesia se não descobríssemos o silêncio como refúgio do verbo.

dade amorim disse...

Mas é o amor que repete as cavernas e torna o silêncio refúgio do verbo.
Beijo impressionado.