domingo, 7 de agosto de 2011

668 - rapsódia desencontrada para estados químicos dos corpos

não guardei os caminhos que me trilhaste
mas as intempéries trago-as triste
o sol em destempero neste agosto

esta vontade de lua cheia
acende lume nos invertebrados
cada toque arisca a pele em chagas

tu não me ensinaste apascentar a chama
queimam-me os sóis em querelas
nem os peixes se refrigeram em líquido

15 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Ah queridíssimo poeta, essa vontade de lua cheia!!! Já dei de acordar querendo teu olhar pras coisas, querendo ver e sentir "assisticamente"...queria o teu olhar emprestado nessa manhã de domingo, e me deste agora...
A poesia: tão bom que me grudasse na córnea pra sempre.
Beijos, querido

Angélica Lins disse...

Construção de sentir sempre arrebatadora.

Bom domingo!
=)

Eurico disse...

Puxa! A leitura da Tania foi de arrepiar. Nem vou comentar. Vou só me deleitar, hoje. Saio daqui também com as pupilas cheias de poesia. E sob a unção dos olhos do Poeta Assis.

Grato, amigo.

Jota Effe Esse disse...

Não entendi bem o poema, mas achei bonito. Um abraço.

MIRZE disse...

Assis!

O mal é esse "não ensinar" enquanto juntos.

Belíssimo!

Beijo

Mirze

Everson Russo disse...

Que essa chama continue ardente como amor no peito...abraços de boa semana.

Lara Amaral disse...

Uma ebulição só! Mas que se condensa e ainda vira chama que nos hipnotiza.

Beijo, Assis.

Sonhadora disse...

Poeta

Por vezes esses caminhos são feitos por dentro do corpo...queimando a pele que nos cobre a alma.

Deixo um beijo
Sonhadora

Eder Asa disse...

Poema formal - Conserva!

Abraço!

Daniela Delias disse...

Tão bonito...levei Agosto ao "Gato da Odete" e para o "Do lado de cá" o lume de pirilampos, e de alguma forma os encontro aqui. Eu adoro essa sintonia, Assis...é lindo o teu poema. Lindo demais. Bjos!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Maravilha Assis, sensualíssimo.

Beijos

Zélia Guardiano disse...

Pirilampos pisacapiscando por entre milhões de estrelas...
Lindo, Assis!
Bjs

dade amorim disse...

Um poema de amor em chamas.

Beijo, querido Assis.

Ingrid disse...

e se faz um calor de desejo ardente.. queimando na pele..
delicia Assis.. cada verso!
beijo.

Cris de Souza disse...

Deslumbrante!