sexta-feira, 19 de agosto de 2011

680 - ária de entardecer para senhora de alfabeto delicado

seria preciso adentrar os ismos
para alcançar a verve do improviso
ela escreve em alfa, beta, gama
flutua por arcturus, antares
ledo engano quem pensa em augúrio
é uma pena que flui em correnteza
sabe aquele assovio de pássaro
aquela cantoria de festa do feijão
aquele assomo de realeza em desatino
uma escrita em princípio de elevação

17 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

Não és bem uma senhora, mas cereza q se fosse senhor eras tu Assis. Beijo.

Jorge Pimenta disse...

ainda estou às voltas com a imagem da entrada nos ismos que, de epifânica, nos conduza a esta laura, lídia ou bárbara imateriais. não admira que os moinhos de vento tombem a seus pés...
um abraço!

Everson Russo disse...

Um entardecer dos mais plenos sentimentos...abraços de bom final de semana.

Analuz disse...

Canto lindo!!

Beijinho, poeta Assis!

MIRZE disse...

ASSIS!

Essa ária te descreve. Maravilha!

O que é cantoria de festa de feijão?

Beijo

Mirze

Vais disse...

Uma pena em correnteza d’água
Uma pena voando e piruetando
E passa pelo bico do pássaro
O assovio mais um impulso

beijo querido Assis poeta dos 680 a caminho dos mileum

Bípede Falante disse...

Estou a suspirar :)

Lara Amaral disse...

Nossa, que bonito, Assis. Tão leve, tão sincera a materialização desse semblante.

Beijo.

Lídia Borges disse...

Uma escrita elevada!...


L.B.

Zélia Guardiano disse...

Coisa mais linda, meu querido Assis!
Meu Deus!!!
Bjs

Primeira Pessoa disse...

esse poema, para leitores de retinas delicadas.
esse poeta....

teca disse...

A sua sensibilidade poética adentra o meu peito!
Um beijo muito carinhoso.

Ingrid disse...

que maravilha de escrita para uma senhora tão delicada..
beijos .

Cris de Souza disse...

meu zeus! essa ária é um es-pan-to.

Daniela Delias disse...

...E ele escreve em delta, epsilon, sigma. É o senhor do alfabeto e das delicadezas...

dade amorim disse...

Essa "pena que flui em correnteza" é que leva a tudo mais.

Beijo.

Úrsula Avner disse...

e que elevação, meu caro amigo... Escrita poética de qualidade e beleza sempre. Bj.