quarta-feira, 24 de agosto de 2011

685 - sobre quando a areia incita pés descalços

era areia a pele deste desassossego
finos grãos a inventar os meus olhos
fazia tempestade por dentro a retina
eu molhava de passos teu passado
e os pés sorviam desavisado destino
era areia a pele deste desassossego

16 comentários:

Betina Moraes disse...

areia que refletiu em luz!

sempre belo o seu olhar para o mundo, poeta.

um beijo!

Everson Russo disse...

Essas tempestades da retina muitas vezes inundam o coração...abraços de bom dia pra ti meu amigo.

Jorge Pimenta disse...

como a areia pode estar tão perto e o mar cada vez mais longe... ah, quero fartar o meu coração, não de horrores, como cantava bocage, mas de tempestades de retina.
brilhante, poeta imenso!
abraço!

Primeira Pessoa disse...

como a laranja foi feita pra sede (como escreveu capinam), a areia foi feita para pés descalços.

e a poesia, pra nós, desemparados desse mundo.

abraçao do

roberto.

MIRZE disse...

O desassossego é como uma tempestade de areia mesmo!

Magnífico!

Beijo

Mirze

Analuz disse...

Pisar as areias do tempo
é marcar a própria pele...

Beijinho com admiração, poeta Assis!

Celso Mendes disse...

desta areia que desassossega e provoca poemas, entendes como ninguém.

sempre um prazer de leitura.

abraço.

Wanderley Elian Lima disse...

As vezes, basta um grão para tirar a nossa paz.
Abraço

Tania regina Contreiras disse...

E o desassosego escorre na ampulheta? A pele é célula de um tempo que não abarcamos nunca? Poeta, querido, estou limitando minhas leituras dos blogues porque o tempo está veloz demais...Mas te ler, te ler é matar a sede, não posso deixar de fazê-lo.
Beijão

Sandra Botelho disse...

Por serem lagrimas... são tempestades que lavam a alma...
Bjos achocolatados

Eder Asa disse...

Inquietante!

Estou com saudades daqui. Voltarei a voltar mais vezes rs

Abraço!

Daniela Delias disse...

Ah, essas tempestades da retina...
Tão bonito isso!
Bjo, amigo.

Rejane Martins disse...

Areia e tempestade na retina lindamente engendrados.

dade amorim disse...

Às vezes um poema assim sucintamente diz muito mais do que se imaginava possível.
Beijo, Assis.

nina rizzi disse...

adoro isso, assis.

Andrea de Godoy Neto disse...

que lindo essas tempestades dentro da retina, Assis!

e os pés descalços se soterram em peles de areia...

beijo