sábado, 27 de agosto de 2011

688 - Metapoema para alvorada, carícia e bem-me-quer

Se tu me visses os olhos em alumbramento
Lembrando o germinar das tuas cortesias
A mesura com que me enlaçavas as mãos

Só assim me terias ouvidos para o arrebol
Contemplarias a cantiga de retina e órbitas

Se tu me visses os olhos em alumbramento
Luzindo a azenha na toada que move a água
Saberia que só o tempo nos inventa desatino

Só assim nós seríamos completa equivalência
Esse rasgo de azul que pacifica céus e nuvens

10 comentários:

MIRZE disse...

"Só assim nós seríamos completa equivalência
Esse rasgo de azul que pacifica céus e nuvens"

Lindo isto! Vale por todo o poema!

Beijo


Mirze

Pedra do Sertão disse...

Gostei da mensagem que abre "os comentários"...mais ainda dos poemas. Deixei-me!

Everson Russo disse...

Rasgo azul que pacifica céus e nuvens,,,forte e intenso...abraços de bom sábado..

teca disse...

Seus versos são pura "cantiga de retina e órbitas".
Um beijo imenso!

Celso Mendes disse...

olhos em alumbramento definem a poesia e o momento. aguardam na pele o que as retinas dançam.

grande abraço.

Lídia Borges disse...

Como nascer de novo antes de qualquer alumbramento... "Esse rasgo de azul que pacifica céus e nuvens".

Um beijo

Sandra Botelho disse...

Quisera eu saber a fonte de tanta inspiração, parabens poeta.
Bjos achocolatados

Verso Aberto disse...

se visse os olhos em alumbramento
saberia mais das lágrimas

abs Assis

Ingrid disse...

despertando olhares tão intensos..
beijo Assis..

Jorge Pimenta disse...

oh, e como pacificar céus e nuvens senão em poema que se abre poema. como as mais finas flores, afinal.
abraço, poeta imenso!