segunda-feira, 22 de agosto de 2011

683 - ária de almas imprecisas para o navio fantasma de wagner

quem sabe do mar acolher as suas vagas
supõe do amor corrente de fiel fantasma

quem sabe assim em velas colher desdita
supõe do amor lealdade de vento em proa

senta na calma nuvem que obnubila o céu
senta em desatino de alma à procura de lar

13 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Assis, Assis...
"Senta em destino de alma à procura de lar"
Meu Deus... De onde lhe vem tudo isso?
Lindo demais!
Abraço.

Everson Russo disse...

Desatino de alma,,,penso que todos estamos nisso,,,sem lar...sem rumo,,,abraços de bom dia.

MIRZE disse...

Beleza de área que ouvi sentada!

Beijo

Mirze

Rejane Martins disse...

No dia 22 de agosto, aproximadamente às seis e meia da manhã, um errante passa por diante de nossos narizes e, numa aventura épica, nos alceia à Batávia. Sorridente, na ária, Senta. Grande poeta é esse marinheiro, uma pena que o diabo reclamou que era sua. :)

José Sousa disse...

Olá amigo Assis!
Que beleza este seu poema! Gostei imenso.

Passei para lhe ler mas também para lhe desejar uma boa semana.

Um grande abraço

Adriana Karnal disse...

obnubilado, enuveado, fantasmagórico, sem lar...ô poesia!linda

Analuz disse...

O que dizer mais... Fascinante!

Beijinho com admiração, poeta Assis!

dade amorim disse...

As almas imprecisas e seus desatinos.
Beijo beijo.

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Assis
As vagas do mar escondem estórias de amores e tragédias.
Abraço

Jorge Pimenta disse...

com tantos mares, tantas rotas e tantos marinheiros, é impossível assegurar o determinismo da alma. que do plural de "lar" se chegue a um poiso substantivo.
abraço, poeta!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Teu pertencimento à palavra é visível Assis! Grande! Beijos

Cris de Souza disse...

Arrepiou!!!

dani carrara disse...

as palavras imprecisas marejam as vistas.

adoro o nome dos poemas daqui.

abs