quarta-feira, 17 de agosto de 2011

678 - poema para ruir os últimos moinhos de vento

a índole da palavra viceja em órbita
salta aos olhos a cada parágrafo

a cada pausa
é preciso colher as intempéries

no risco, no riso, na alegoria
projetar de silencio a imagem

a cada desatino
sussurrar o alfabeto de espanto

quem sabe o poema nasça
com esse viço de elevação

quem sabe o vício enlace
esse fluir de regato na alma

16 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Pura alquimia, Assis, meu querido!
Abraço

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Sim, o vício enlaça de nós: escrever, um deles...
Bom te ler, poeta de Feiras...

Abraço ruído em silêncios,
Pedro Ramúcio.

MIRZE disse...

ASSIS!

Seu alfabeto já é de espanto.

Maravilha!

Beijo

Mirze

Analuz disse...

Sopro intenso...

Beijinho com admiração, poeta Assis!!

Rejane Martins disse...

não! tuas palavras não são moinhos, estes versos são gigantes!

Dario B. disse...

E nasce o poema com o vigor de uma prece. Forte abraço, poeta.

Jorge Pimenta disse...

de viços e intempéries é feita a lança que nos escreve cruzados. com moinhos de vento e gigantes no papel. que o alfabeto nos sussurre, sempre, espantos [e esperantos].
forte abraço, poeta!

Bípede Falante disse...

Outro dia li um título fabuloso feito pelo Marcantonio. Um título com a genialidade desse seu, que vocês dois podem ruir com o que quiserem que ainda assim fazem louquíssima e rara poesia.
beijoss

José Sousa disse...

Assis, meu grande amigo!
Mais um lindo escrito seu que acabo de ler!

Desculpa este afastamento, mas estamos no verão, principalmente no mês de Agosto, onde eu estou cheio de trabalho na produção e organização de festas populares. No inicio de Setembro tudo voltará ao normal.

Um grande abraço.

Celso Mendes disse...

as palavras de um poema deliram, enfrentam moinhos de vento e seguem em desatino e sem destino.

abraço.

Dan disse...

Olá meu conterrâneo
Belos poemas!
Lhe seguindo. Me visite, ficarei feliz.

Boa semana, e parabéns!
Grande abraço.

Domingos Barroso disse...

e se não vier já corre
dentro do teu sangue
...


forte abraço,
irmão.

Daniela Delias disse...

Um alfabeto de espantos e delícias. É o que a gente encontra nos teus versos...
Beijinho!

dani carrara disse...

parece quase variações:
de um silêncio que grita
e de um grito que silencia

um beijo

dade amorim disse...

O desatino que leva a sussurrar, a pausa que brota intempéries. Ruíram os moinhos, com certeza.
Beijo.

Ingrid disse...

nas tuas palavras sempre a bela colheita, Assis..
beijo poeta..