terça-feira, 2 de março de 2010

141 - romanza

Teci a rede na enseada de impossíveis
Envergando soslaio no sonho que te miro

Fiz oferendas com toda sorte de bagatelas
Instaurei até espanto no despertar infinito

Mas entre claves e bemóis restou-me ocaso
E o raso ruminar de flores entaladas na goela

7 comentários:

Mai disse...

Oh! sonho bom com trilha suave...
E uma saliva desmanchando prazeres, faz risos de meia boca. Tem coisa que é assim, uma trava na garganta, mas o acaso haverá de proteger poetas e amantes distraídos e, ainda que o ocaso 'empate', haverá "romaza". Você faz 'bolinha' com a poesia, e até o fim segura a peteca.

abraço e sorriso, poeta.

Mai disse...

Sei lá se existe sorte, mas existe poesia!

Primeira Pessoa disse...

ô assis, cê toca algum instrumento?

não te conheço direito, mas sinto que a música pra você, tem o mesmo efeito que desencadeia em mim.
abração do

roberto.

nina rizzi disse...

eu li o poema.
aí eu fui escrever outras coisas, sobre números e tals...
voltei.
e bebi palavra a palavra, uma a uma, como poemas solitários e não um poemão.

olha como canta... que coisa linda...
um beijo, menino.

Lou Vilela disse...

Belo e delicado!

Bjs

Lara Amaral disse...

Lindo, sempre!

=)

Gerana Damulakis disse...

A aliteração do último verso somou música ao poema.