sábado, 20 de março de 2010

159 - Cavalgada no meio da tarde III

Aguardo-te cansado e febril
Vasculhei o silêncio, a saudade
E todos os espelhos

Contemplei apenas vazios
Nem a tua imagem me devolve
A inocência de tantos ermos

8 comentários:

Maria V. disse...

prepare-se, vou ser clichê: me lembrou uns versos de Álvares de Azevedo que eu adorava declamar bêbada, cheia de sentimentos profundos (rs) na adolescência. Portanto, acertou direto no meu peito.

Jorge Pimenta disse...

e assim se redescobrem coisas que se perdera e se procura perder coisas que se não descobrira...

Um abraço, Assis!

Lara Amaral disse...

Cavaleiro romântico, sempre!

Beijo.

Lou Vilela disse...

O vazio que prenhe, transborda...
Uma belezura de poema!

Beijos

Murilo Rafael disse...

"Nem a tua imagem me devolve a inocência de tantos ermos" - versos de um lirismo imagético.

Abraços,
MR.

dade amorim disse...

É tantas vezes na imagem que se perde a inocência.

Abraço grande.

Mai disse...

Há um instante em que de tudo o que impera é o cansaço e a memória em fotograma.
grande abraço

nina rizzi disse...

no terceiro verso, em minha primeira leitura, li: e todos teus pentelhos. eu sou disléxica, sabia? porisso, também, é que leio um mesmo texto tantastantas vezes. e vc sabia também que a dislexia é atenuante pra crimes?

e vc sabe qual é o meu crime?

ah, sim... eu podia ter escrito isso nesta tarde infame.

beigim com tônicas ;)