segunda-feira, 22 de março de 2010

161 - Poema da mais pura inocência


Diante das evidências
Não me fiz de rogado:
Acenei para teu adeus
Como quem sobe
Ao cadafalso

11 comentários:

Mai disse...

A inocência morre quando a confiança é traída. Teu poema (repleto de imagens) toca em um ponto nelvrágico das relações humanas, Assis. Com a sua contumaz delicadeza você abriu o vão que separa a inocência e a vilania. Nas pernas penduradas do poema, a palavra ingenuidade é uma criança privada de gente pela vida inteira.
bjo

nina rizzi disse...

nossa, ele casa bem dorido e ideal com a minha "a boba".

beijo, menino. um beijo inocente, claro.

Lou Vilela disse...

Seu pomea promove múltiplas leituras, Assis. Inicialmente, vislumbrei, pelo menos, umas três possibidades e fiquei a imaginá-las...


Beijos

Nydia Bonetti disse...

O título aqui, fez toda a diferença e abriu possibilidades de interpretações. Inocentes ou não, um adeus que doeu. Sempre dói. Abraços.

Mai disse...

Eita! Nevrálgico é claro!
cheiro

Lara Amaral disse...

Hum, o lenço até caiu... o de acenar...

Beijo.

Jorge Pimenta disse...

o aceno, com ou sem lenço, tornado num adeus que entreabre a porta para um novo olá. Sempre!

Um abraço, Assis!

Moacy Cirne disse...

belobelo: supimpamente.

abraços.

Gerana Damulakis disse...

excelente.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Inocência, cadafalso: poema da mais pura inspiração...

Fã do seu afã,
Pedro Ramúcio.

Murilo Rafael disse...

A beleza na simplicidade; a concisão é a alma do poeta.

Um abraço,
mR.