quarta-feira, 10 de março de 2010

149 - Quadra Rimbaud

Sopram-me urgência e ardil
A cândida face pueril
O oblíquo das pernas
O soslaio de afligir-me os lábios
O alvoroço da tua pele suada
Como água a escorrer do Estige

10 comentários:

dade amorim disse...

Imagino Rimbaud exultante diante desse hino ao amor.

Abraço, poeta.

Lara Amaral disse...

Uma sensação sua
sempre ligada
a um sentido
a uma faceta
imagética e bela.

Beijos.

Wilson Torres Nanini disse...

Faz bem encontrar um eu-irmão de meu eu-oculto em eu-oblíquo. A cada poema, quero mais, ao mesmo tempo que peço que retarde um pouco até o 1001º. Abraços.

ErikaH Azzevedo disse...

Sensual e de extremo bom gosto.
A prova que a sensualidade vem muito mais forte no feminino.
Imagino como deve ter se sentido a tua musa inspiradora, a mais fêmea de todas as mulheres.

Um beijo.

Erikah

Gerana Damulakis disse...

Bela evocação.

ErikaH Azzevedo disse...

Querido,

Tu tens algo q te notifique q foram comentados posts anteriores? É que dificilmente comento o post da vez só, eu gosto de ler o cometar tb os anteriores, e agora me veio a pergunta, será que ele vê? Por isso q te pergunto.

Depois me diz algo tá!?

Erikah

Lou Vilela disse...

Belo, Assis! E o Estige encerra o poema alagando-o de signos, como sopram as lendas que o cercam.

Beijos

nina rizzi disse...

Rimbaud é dos meus preferidos, acho que sabe.
E sabe que vc também o é?

Os suores, ah os suores. É a segunda morte de Lourenço Medeiros, mas não, não é um coitado. É um felizardo.

Um cheiro procê, bunito.

Primeira Pessoa disse...

assis,
tô brigando com a nina pra saber de quem cê é o mais "preferido"...

rimbaudianamente....
abração do
roberto.

Mai disse...

E n u d e c i, depois que sonhei com Rimbaud.
Cheiro