terça-feira, 9 de março de 2010

148 - Poema de todo adeus

Falta-me completar a tua ausência
esquecer os rascunhos, os alfarrábios
carpir na pele a lembrança que arde
com esse sol que teima me fazer feliz

9 comentários:

Lara Amaral disse...

Belo, muito belo.

Bom começar o dia te lendo =).

Abraços.

Lou Vilela disse...

Que precisão, meu caro! ;) Gostei bastante!

Bjs

Mai disse...

Oh! Djáxo de coisa linda.
É uma presença que insiste em faltar e a cada sol a ardência velha se renova e o alfarrabista 'descola' aquela raridade.
Amor antigo é livro velho que traça não come.
Lindo, lindo, senti o cheiro do papel encardido.
Lembrei Drumond
beijo, amigo poeta.

nina rizzi disse...

oxe, que beleza... adoro isso, um último verso que me arranca do abismo.

cheirocheiro.

Jorge Pimenta disse...

Este poema arde-me nos ouvidos, ainda... dediquei-o a alguém especial. Espero que mo permitas...

Um abraço!

Moacy Cirne disse...

Nina tem razão, meu caro:
o último verso,
de matriz camusiana,
e de arrepiar.

ErikaH Azzevedo disse...

..e se te faz feliz é por enches o vazio da ausência de palavras, e mais, de poemas. Felkizes somos nós que podemos acompanha-loassim de perto.

bjo

Erikah

Vanessa G. Vieira disse...

por aqui!! As palavras resolveram fugir de minha mente! Estão em período de adaptação à minha nova jornada de trabalho! MAS daqui a pouco elas acostumam e começam a trabalhar de novo!! Obrigada pela lembrança! Abraço!!!

Rejane Martins disse...

muito feliz - mesmo - se te encontro no rejaneando, Assis, obrigada.
...o sol que gira ali sinto-vejo dossel veraz.