terça-feira, 30 de março de 2010

169 - Cântico

Deixa-me tecer as tardes com tuas alvoradas
Com estas cismas de mulher azáfama
Ouve a contemplação desses olhos febris
Acaricia de indulgência os braços que laçam
A sede de pele que habita o húmido deste ser

8 comentários:

Moacy Cirne disse...

Tecer as tardes com as alvoadas da amada:
pra que mais?
pra que mais?

Um abraço.

Jorge Pimenta disse...

o olhar febril... a indulgência dos braços... sede de pele... a pujança dos afectos no balanço das palavras!

Um abraço, Assis!

Zélia Guardiano disse...

Olá, Assis!
Cada verso mais lindo que o outro!
Se tivesse de escolher um, eu escolheria todos.
Você é demais...
Um abraço

Maria V. disse...

tomara demore bastante ainda pra chegar ao 1001...

Lou Vilela disse...

Seus versos nos deixam sedentos.

Bjs

Lara Amaral disse...

Para haver clemência, só mesmo o abraço após o terno olhar.

Beijo!

Wilson Torres Nanini disse...

Poema bem tecido: esculpe, a um só tempo, a presa e a armadilha, e junta a sede à vontade de beber. Abraços!

Mai disse...

Mas...Há uma sede que não se sacia ou cede lugar à completude. Estamos fadados à incompletude? Cheiros