sábado, 8 de maio de 2010

208 - Floração de abril

Fito as cores desse espanto
Com olhos de passarinho
Sou tão assustado sozinho

E o meu canto se resume
A essa saudade dormente
Que nenhum verso embala

13 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Verdade!
O espanto tem cores, meu caro Assis... Pintei uma tela multicolorida e batizei: "Espanto". Depois fiz um poema com o mesmo título... Tudo porque adivinhava que você, só você, iria escrever estes versos tão incrivelmente lindos e que eu sentiria uma vontade enorme de comentá-los, encompridando a conversa...

Um grande abraço, meu poeta-mor!

Lou Vilela disse...

E não é que meus versos também foram acometidos por canto e saudade? - Alimento e cio!

Abraços, meu caro!

Mai disse...

Mas há (também) flores nos outonos e há tantos sons nos silêncios que são tantos que tantos ainda serão os poemas de medo e solidão que em muitos cantos ainda haverão de soar, enquanto houver abril.

que meus braços transcendam este poema e que as minhas palavras te alcancem num abraço de abril, neste maio.

Jorge Pimenta disse...

o ambiente é o da aurea mediania. os tropos são do romantismo. o tema: transversal. cantemos sempre a saudade pois é nela que guardamos o que de melhor alguma vez fomos.
um abraço, poeta!

Primeira Pessoa disse...

minha saudade?
nenhum verso embala...

Lara Amaral disse...

O lado passarinho avoa.

Cheiro.

Júlio Castellain disse...

...
Que legal.
Abraços.
...

nina rizzi disse...

poxa, assis, sua primeira estrofe me fez até ouvir o canto dos passarinhos que ficam enjaulados no apartamento vizinho ao meu. coisa mais triste...

é feito a gente mesmo, né, quando se enche dessa saudade medonha. do que é, do que foi, do que podia ter sido...

não, nenhum poema aplaca, mas como é musical esse verso: "sou tão assustado sozinho"...

um cheiro-livre.

Nydia Bonetti disse...

ah...assis, o verso sempre embala. mas confesso, que também ando assustada. bjo.

Marcantonio disse...

Espanto maior é acompanhar a sua poesia: um agradável encontro diário. Esse verso destacado pela Nina, é um achado comovente. Como embala o leitor esse poema!

Abraço.

Gerana Damulakis disse...

"Sou tão assustado sozinho": beleza o verso.

dade amorim disse...

Tão lindo esse canto.

Maria Vieira disse...

tão lindo que não resisti: mesmo atrasada, precisava manifestar meu instantâneo afeto por estes versos.