segunda-feira, 10 de maio de 2010

210 - a augusta tradição


a terra desolada de Elliot
o jogo de dados de Mallarmé
a tabacaria de Fernando Pessoa
o barco bêbado de Rimbaud
as flores do mal de Baudelaire
o corvo de Allan Poe
as elegias de Rilke
os poemas de amor de Neruda
a vida severina de João Cabral
o poema sujo de Ferreira Gullar
a Pasárgada de Manuel Bandeira
os sonetos de Camões
as folhas na relva de Whitman
o navio negreiro de Castro Alves
a pedra no caminho de Drummond
os tigres e punhais de Borges
me atravessam como um silêncio

11 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Ai!!!!!! Agora você pegou pesado, heim, Assis... Meu Deus! Coisa mais espetacular!
Até doeu a alma...
Um milhão de vezes parabéns!

Um fortíssimo abraço.

nina rizzi disse...

e a mim também, meu caro. a mim também, juntamente consigo, consigo-vc.

cheiro sem receio.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Amigo,
Licença para imiscuir mais um verso de 'augusta tradição' em seu altíssimo poema:

os mil e um poemas de Assis Freitas

Abraço de mineiro intrometido,
Pedro Ramúcio.

Jorge Pimenta disse...

Querido Amigo, que bela incursão pelo território de alguns dos maiores... permite-me a ousadia: faltam aí apenas os sonetos de Camões. É que ele vale uma literatura inteira!
Um abraço!

Lara Amaral disse...

Faltou, para a minha lista, as baladas e modinhas de Assis Freitas ;)

Cheiro.

Tânia regina Contreiras disse...

pois então, atravesam-me também, como um silêncio, às vezes como um estrondo. E eu gostando muito do que leio por aqui.

Abraços,
Tânia

Maria Vieira disse...

sim. é um tiro de silêncio a queima-roupa. a queima-peito. a queima-tudo.
bjos.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Eu aqui de novo. Os sonetos de Camões? Muito bem lembrados! Jorge Pimenta tem mesmo o "alforge de caçador' de versos...
E antes que eu requeresse as folhas de Whitman, tu lá as puseste, nesse poema alto do tamanho do vento que sopra aos tímpanos dos verdadeiros poetas de plantão: inspiração sempre à porta da alma...
Aliás, acabas de compor um poema infinito, amigo, sob todos os critérios.

Abraço imenso,
Pedro Ramúcio.

Mai disse...

E são augustos porquanto bela poesia.
[devem estar bem melhor que todos nós]
Mas, deixe-me falar dos silêncios e prometo não direi das folhas que arranquei dos livros.
E também deixe-me dizer que a tua poesia e simplicidade tem sido (para mim) um elixir diário no livro desse viver que ainda escrevo a penas.

Leio-te como quem bebe gotas de sabedoria.
E ouço tuas modinhas com sorriso nos olhos.

Um abraço e uma reverência

Lou Vilela disse...

O poema testemunha um olhar acurado. Gostei da forma que o estruturou. Bom exercício!

Abraços

Gerana Damulakis disse...

Como uma linhagem que cala.