domingo, 23 de maio de 2010

223 - fantasia para sempre-vivas


No terreiro em que me havias deixado
Bois ruminam versos engasgados
Cristais se eternizam nas mandíbulas

15 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

Nó na garganta.

Boi recitando verso eu não consigo imaginar, rs.

Andrea de Godoy Neto disse...

e como nos engasgam os versos não soprados...

lindeza de imagem essa, assis!

abraços pra ti

NãoSouEuéaOutra disse...

contanto que os cristais não sejam pontiagudos, e as mandíbulas ''inteiraças''...

Lara Amaral disse...

Estão mais para diamantes ;)

Beijo.

Jorge Pimenta disse...

o regresso ao bucolismo, ou a aurea mediania.
um abraço, assis!

Insana disse...

Lembro de uma assim
que era vidro e se quebrou.

Bjs
Insana

Anônimo disse...

há! que coisa, menino: escrevi há pouco um candomblé de nascer e morrer. mas vc vê amanhã. crrendo com oyá. e essa menina do meu lado é a própria.. rs

cheiros. nina rizzi

Juan Moravagine Carneiro disse...

Enquanto "outro" sentado ouvi conselhos de...

Mirze Souza disse...

Beleza, Assis!

Quem dera aos poetas, ter esses cristais, senão nas mandíbulas; os bois ruminam enquanto nós, .....]

Beijos Mirze

Tânia regina Contreiras disse...

Assis, a beleza começa pelo título, "Fantasia para sempre-vivas"..., e se polonga até a nossa imaginação. maravilha!

Abraços,
Tânia

Gerana Damulakis disse...

Belo título. Construções elaboradas, figuras de linguagem ricas, cada vez mais poesia na poesia sempre existente.

Zélia Guardiano disse...

Faço minhas as palavras de Gerana: poesia cada vez mais poesia...
Lindíssimo, Assis!
Um abraço

isabella Nucci disse...

Este poema contém versos bem elaborados e permite a construção de uma imagem! Sou fã das suas poesias :)

ErikaH Azzevedo disse...

Vômite o verso, deixe-se cristalizar no papel...

Certa vez li:

Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...)" "Escrever - e você sabe disso - pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia - no papel." "Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? ." Caio Fernando Abreu

E que assim seja.

Bjos querido

Erikah

Mai disse...

Oh! Vida que nos engasga, oh! djáxo de memória sempre viva.

Adorei isso aqui.

beijo você.