quinta-feira, 27 de maio de 2010

227 - balada de encontro sem fim


eu a vi tristemente sem face
ostentando a pátina da exposição
e enquanto transpirava
tudo exalava urgência e mistério

precipitado nesse alvoroço
movia as pedras no tabuleiro
quem sabe assim encontrasse
o xeque-mate derradeiro

16 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

urgência e mistério.

boas palavras.

Lou Vilela disse...

Lindo, Assis! Com a perspicácia de um bom enxadrista.

Beijos

Tânia regina Contreiras disse...

Um encontro sem fim, teus títulos são por si sós um poema sempre, Assis. E gosto dessa imagem do "xeque-mate derradeiro"... quantos vieram antes?

Parabéns, querido, por esse e pelos tantos outros belos poemas, que preenchem manhãs.

Beijos

Everson Russo disse...

Um xeque mate da vida,,,ou do amor talvez....abraços amigo,,,bom dia.

Marcantonio disse...

Porque as partidas se sucedem no vício-esperança, não calculado, de jogar.

Abração.

Mai disse...

(Um sorriso...)
Esta balada ao tato sem fim é prá matar o Pessoa e a pessoa.
Teus issos poéticos são epifânias que os deuses te dão de presente e tu presenteias as gentes.


P.S.
Só você que reinventa texturas - prá criar
a pátina-poética. Suores oníricos à parte, dá logo um xeque-mate nesse jogo e deita logo o rei e a rainha na caixinha do xadrez.

cheiros voláteis

Efigênia Coutinho disse...

Assis Freitas

precipitado nesse alvoroço
movia as pedras no tabuleiro
quem sabe assim encontrasse
o xeque-mate derradeiro...

SOBERBO,
PARABÉNS POETA

Efigênia Coutinho
in New York

[ rod ] ® disse...

Xeque-mate ao desencontro. Quero o real nem que seja com sinais de urgência. Abs amigo.

nina rizzi disse...

quando eu me olho no espelho, eu me vejo assim.
ainda que bem no seu caso mexeu as peças, né. uma desgraça esperar. mas penso que a ficção torna as coisas muito mais verdadeiras. "viver é muito dificultoso", né... e amar, ah, é sanguidolente...

beijos.

Isabella Nucci disse...

"o xeque mate derradeiro" isto é brilhante!

Jorge Pimenta disse...

especialmente sugestiva a associação entre os fracassos na vida/amor e o xadrez... afinal, como nos jogos, a vida é risco (sobre regras rígidas), rasgo, inteligência e paixão. a grande diferença da vida sobre o jqogo é que aquela tem a poesia... e é justamente quando na sua míngua que sentimos que saímos derrotados...
um abraço, assis!

Lara Amaral disse...

Para chegar na rainha, dá mesmo um trabalho.

Muito bonito poema!

Abraço.

Gerana Damulakis disse...

Bacana.

ErikaH Azzevedo disse...

Talvez a conquista seja isso...um jogo de xadrez...é preciso saber se mover no querer conquistar.

Talvez a conquista seja isso, um jogo de xadrez...mas o amor não!

O amor é não saber jogar!

Bjo querido!

Erikah

Everson Russo disse...

Um forte abraço amigo e um belo final de semana pra ti.

Mirze Souza disse...

Assis!

O cheque mate, pelo menos decide!

Desaparece a urgência e o mistério!

Grande poema!

Beijos

Mirze