quinta-feira, 20 de maio de 2010

220 - essência


desde que me desconheço
não abro mão do que sôo

18 comentários:

Tânia regina Contreiras disse...

Maravilhoso, Assis, sempre. Vai-se tudo, fica o SOM.

Abraços,
Tânia

líria porto disse...

tudo numa tacada - o simples é mesmo o mais difícil...
besos

Euza disse...

o som, o cheiro, os afetos... e a gente vai se desconhecendo em cada ponto de encontro. e se compondo, né?
um beijo! do tamanho do meu gostar!

Marcantonio disse...

Ora, um tutti orquestral, ora piano, pianíssimo. Mas sempre convocando a alvorada de novos sentidos.

Rapaz, um abraço de admiração!

Mai disse...

A tua poesia me revolve os sentidos, mas sobretudo me ensina ou reafirma que não deve haver pressa no que está por ser escrito. Deixar soar, deixar fluir, ir sendo, porque não controlamos na pressa. Há delicadeza e requinte em sua forma de fazer som, corpo, voz.
cheiros sonoros.



P.S.
Se toda língua é um ouvido,
a minha é mutante, porque muitas vezes eu sôo como hipérbole estridente de um sino, ou vai ver sou eu mesma que me sinto, a tal metamorfose ambulante...
tens sempre razão, é preciso calar prá que fale apenas a poesia. Há tanto que aprender e se deixar habitar...

Macaires disse...

A essência do ser é algo indecifrável, aí mora o mistério...

Um abraço!

Lou Vilela disse...

Repercutindo segue em poesia...

Um abraço!

Jorge Pimenta disse...

já há algum tempo que me venho convencendo de que não conheço a minha verdadeira essência, ou por desatenção, ou por atenção a mais, ou simplesmente por mutação. agora que a minha essência pudesse ser eminentemente acústica, jamais me ocorrera. talvez seja um bom foco para uma nova observação dentro de mim. quem sabe é lá que se esconde a chave dourada.
um abraço, poeta!

Lara Amaral disse...

Não abra mesmo, estou te ouvindo! =)

Abraço.

[ rod ] ® disse...

O desconhecido não me afasta e sim, pede pela minha presença! Abs meu caro.

dade amorim disse...

E soa bonito, Assis.

Abraço amigo.

Zélia Guardiano disse...

Muitas vezes sôo sino e desconheço por que dobro... Outras vezes, sôo vozes. Sempre sons.
Um abraço.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Sorte daqueles que não deixam sua essência se perder...

abraço

Gerana Damulakis disse...

Um rastro de sons "desde que me conheço".

Gerana Damulakis disse...

"desde que me desconheço", óbvio...

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Mais um 'poeminha gigante' seu, em uníssono com o universo...
O compositor baiano Roberto Mendes, de Santo Amaro, ou Santo Amaro de Roberto Mendes, sempre me diz, a redigir oralidades poéticas, ele que escreve com os lábios, que um poeta é o Ser mais próximo de Deus...
Feira de Santana fica em que galáxia mesmo?

Abraço valadarense,
Pedro Ramúcio.

NãoSouEuéaOutra disse...

Paradoxo haiki''tiano''

Sylvia Araujo disse...

Retinindo aqui, bem dentro da minha retina!

Lindo!

Beijoca