terça-feira, 18 de maio de 2010

218 - recitativo seco


roubo a algazarra das ruas
para tecer esta sinfonia de caos
cigarras em plena combustão

15 comentários:

Tânia regina Contreiras disse...

Menino, roubar a algazarra das ruas e fazer uma sinfonia é qualquer coisa de ma-ra-vi-lho-sa!!! É incrível como você (vocês, poetas!) têm o dom de elevar nossa percepção, de sutilizar, de fazer com que nos dispamos de todos, todos os clichês da vida. Parabéns, meu amigo!

Abraços,
Tãnia

Marcantonio disse...

Rapaz, olha, esse extrapolou! Nenhuma palavra quer fugir, nenhuma quer se trocar. Perfeito.

Abração.

Mai disse...

Há tanta coisa nesse desassossego e insônia, Assis... Há sons e silêncios e gritos que desprezo e vivo, um caos de fato. É assim que percebo teu poema. Para mim é como se numa cabeça em que tudo fervilha restasse viver, somente a poesia e o silêncio.
Como consegues condensar a palavra assim, homem? - Recitar o silêncio daquilo que lhe estoura o peito, como quem repugna e engole à seco? Canta, canta e cuida-te bem como cuidas da palavra que nos leva a sentir esse tanto.
É provável que não seja nada disso, então nisto está o caos.
cheiros de paz!

Lou Vilela disse...

O tinto e o caos... - comburentes!

Bjs

Jorge Pimenta disse...

a angústia, a náusea, a vertigem, a velocidade, os sons estridentes, o ruído ensurdecedor, as engrenagens, as ferrangens, a barragens... onde estaremos nós, neste turbilhão urbano? onde cabemos nós nesta selva de metal?
um abraço, poeta!

Zélia Guardiano disse...

Assis, amigo

Você ainda conta com a algazarra das ruas... Ai, e eu, neste silêncio, nesta solidão? De onde tirar meus versos?

Um forte abraço, poeta-mor.

Lara Amaral disse...

Só quem tem ouvidos como os seus para compor lindas sinfonias do caos.

Abraço.

Primeira Pessoa disse...

"porque você pediu uma canção para cantar
como a cigarra arrebenta de tanta luz"...

te leio e simone, sua conterranea e cigarra de profissão, rebenta em meu peito.
ziziziziziziziziziziziziziziziz...........

dade amorim disse...

Inspiração que inventa a harmonia.

Beijo, Assis.

Andrea de Godoy Neto disse...

E que bela é tua sinfonia, Assis!

...e do caos se fez o poema...

um grande abraço à um grande poeta

Juan Moravagine Carneiro disse...

Conseguir organizar um caos...!

Gerana Damulakis disse...

Excelente!

pablorochapoesias.com disse...

E não é que tua sinfonia do caos acalmou-me! Versos e imagens poéticas ge grande alcance!

Aplausos!

tania não desista disse...

lembrar da sinfonia das cigarras...deixa o caos
...mais organizado...dentro de nós.
e...a natureza nos acalma...mesmo com ruídos.
muito bom!
bj
taniamariza

líria porto disse...

o cigarro e a cigarra
rebentam o peito - na marra


e que nunca chegues ao poema 1001 - para que não pares! ou então chegas e recomeças numa contagem regressiva - assim, indefinidamente...

besos