sexta-feira, 8 de outubro de 2010

361 - Balada da mais pura alma portuguesa

O saber a nada contenta
a não ser em equilíbrio
diz-me o verso do poeta
de tão sublime linhagem

infortunada ave desse existir
que de falhas se torna imenso
que de tormento baila intenso
se pondo corda para sem fim

espelhos de tanta recusa
velas de tão triste alvitre
que posso querer neste eu
que só queda nu, frio e triste


O poema amigo da Dade me foi ofertado hoje, aqui

18 comentários:

Ingrid disse...

minha alma de essencia portuguesa me diz tristeza em teus versos..
mas sempre belos!
beijos.

Everson Russo disse...

Que essa alma e esse verso do poeta se encontrem num voo de amor...abraços amigo.

Lau Milesi disse...

Bom dia, poeta. Faço coro com sua leitora Ingrid.
E aproveito para acrescentar que seu "poetar" é algo muuuuuito especial.
A tristeza que a balada passa deve ser questão de tempo... Como diz o também poeta Vinicius (o de Moraes) "meu tempo é quando".:)

E.T. Concordo inteiramente com a sua amiga Dade. Seus poemas são verdadeiras joias "especiais". Os títulos, então, verdadeira canções.
Beijo

Marcantonio disse...

Que poema, hein! Ouso dizer, da mais pura alma humana que dispensa o gentílico.

No poema amigo um ágape nos espera!

Grande abraço!

Gerana Damulakis disse...

Uma estrutura perfeita para o conteúdo. Valeu, Assis.

Tania regina Contreiras disse...

A Dade sabe das coisas...e jóias, Assis, você tem uma coleção, para a alegria nossa. Ler você pra mim já é lei, e adoro...
Beijos

Wanderley Elian Lima disse...

Não gostei do pessimismo no final. O que não faz com que o poema não seja lindo.
Abração

Oria Allyahan disse...

ÔôÔôÔÔÔôô... e os versos deste poeta? versos tristes... versos tão belos...

Bom dia p vc, Assis!

^^

Feeling what the other feels disse...

Que a alma e a tristeza do poeta descontente se desencontrem. Quem seria Assis sem as sua falhas? Meus defeitos me tornam única. E eu Joice, perderia a identidade sem eles. Um ótimo fim de semana pra ti.
Deixo um beijo meu' e levo-te.

Domingos Barroso disse...

Sente-se a vastidão
mansa e delicada
em cada sopro
da existência.

Teu poema retém
nas palavras outro
signo de inquietude.

Forte abraço,
camarada Assis.

Luiza Maciel Nogueira disse...

o poema de hoje e o poema ofertado são maravilhosos!

por vezes o saber entristece mais, por vezes enaltece a vida...e por isso Assis o poeta finge que "a dor que deveras sente", beijos!

Cris de Souza disse...

Ena!
(aprendi com o Jorge, é uma expressão portuguesa, de espanto)

Que badala feito sino de menino...

Beijo nessa alma.

Úrsula Avner disse...

Olá poeta,

versos de arrepiar o corpo e a alma... Beleza poética e métrica em harmonia. Grande abraço.

Eder Asa disse...

Mas que maravilha de poema, ora pois, pois.

Se ver assim não é tão legal rs Eu sei bem como é...

Abraço, Assis!

Mirze Souza disse...

Assis!

Eu diria que é a "balada da alma mais pura e elevada"!(a sua)

Divino!

Beijos

Mirze

Bípede Falante disse...

Incrível a frase sobre o saber trazer o equilíbrio. Para mim, ele sempre foi o resgate mesmo quando parecia pesado!
beijo.

Jorge Pimenta disse...

puro fado, caro amigo, apenas o fado...
um forte abraço!

Lara Amaral disse...

Muito bem escrito, amigo!

Bom domingo!