quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

416 - O rapto do raio do teu olhar

Havia a conversa de ocasião
Havia dois tragos insanos
Havia o arrebol de fumaça

Havia a babel de tonto lábio
Havia Rapunzel e a sua trança
Havia sons do bolero de Ravel

Havia ainda esta dor insistente
Havia a flor, a morada, o dente
Havia tanto e mais havia ausente

28 comentários:

Mai disse...

Havia...
E nessa ausência - a procura.

beijos

Wilson Torres Nanini disse...

A insanidade não desdeseja: quer fábulas, requer a obturação das ausências. Você se apropriou muito bem dos signos, manejando com excelência seu corpo de palavras. E o poema bateu e ficou e eu fiquei mudo, o meio-instante entre o raio e o trovão.

Abraços!

Ingrid disse...

Por vezes podem nos raptar a emoção..
mas ela retorna sempre.
beijo.

Lou Vilela disse...

Há um olhar desacostumado
que projeta-se em poesia.

Gosto dos ares daqui.

Cheiro

líria porto disse...

havia e há
besos

AC disse...

A poesia por aqui nunca me deixa indiferente, o talento escorre pelos versos...

Abraço

Sandra Botelho disse...

Havia um poeta que escreveria mil poemas, mas ao findar, foi aprisionado por muitos olhos, que nunca deixarão de o ler.
Bjos achocolatados

Fernand's disse...

"assim como era no princípio" é só na bíblia...



rsrs
bjs meus

Bípede Falante disse...

A ausência ocupa um enorme um gigante um danado de um espaço. Oh, vida!!
beijos

Lua Nova disse...

Não sei se gosto mais do poema ou do título... aliás, teus títulos são sensacionais.
"...havia tanto e mais havia ausente..."
Acho que é por isso que sempre há no ser humano a sensação de incompletude... não conseguimos abranger tudo que há para sentirmos...
Beijokas, meu poeta querido.

Ana SS disse...

O olhar é um raio. Daí a diferença de olhar e ver...

LauraAlberto disse...

este seu poema deixa qualquer um de rastos
há sempre a ausencia e o silencio

Lara Amaral disse...

Ainda bem que sua poesia há sempre! =)

Lídia Borges disse...

Música!!!

"Havia a flor, a morada, o dente
Havia tanto e mais havia ausente"

Da ausência indefinida que magoa.

Beijo

Mirze Souza disse...

Assis!

Um rapto justo para tantos "haveres""

Bárbaro!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Lau Milesi disse...

Assis, quando eu era menina, odiava o pretérito imperfeito.
"Havia a flor, a morada, o dente
Havia tanto e mais havia ausente". Dá uma impressão de um presente imperfeito, não é?
Seu poema é mais-do-que--perfeito,
poeta.
É lindo.Aplausos! Muitos!

Ah...adorei seu comentário no meu post. Obrigada. Me amarrei no grupo de "Samba de Roda Pisadinha do Pé Firme". Mas adoro Ravel tb(me deixa em alfa).
Eu tentei passar ele (Ravel )para o cavaquinho, mas foi um desastre.
Vou ler os outros poemas que perdi, eu estava viajando.
Beijo

Malu disse...

Assis,


Está entre as que mais gostei ...
"Havia tanto e mais havia ausente"


Lindo.


Bjo.

Dario B. disse...

Merece um abraço, poeta, maravilhoso.

Rafael Castellar das Neves disse...

Muito bom mesmo....e é a maior dificuldade, lidar com a ausência!

[]s

Wanderley Elian Lima disse...

E quanto mais havia, mas ausente estava. Era isso que doía.
Abração

Í.ta** disse...

havia ausente eu achei muito muito bom!

é o existir que mais dói, não?

abração!

Everson Russo disse...

O ausente é que mata,,,que derruba...abraços amigo e um belo final de semana.

Cris de Souza disse...

lembrei de álibi, do djavan.

espia: http://letras.terra.com.br/djavan/45503/

.

Andrea de Godoy Neto disse...

a ausência é uma presença das mais fortes...

belo, belo, belo, Assis!

beijo

Jorge Pimenta disse...

de tanto que havia, tão pouco agora há. sobra a demanda que nos torna ulisses de viagens infinitas.
um abraço!

dade amorim disse...

De grande lindeza, esse poema que dá vontade de ler e reler e guardar.
Beijo.

cristina disse...

Havia,havia,havia...ainda bem que há as suas poesias!

Rejane Martins disse...

...avio a leitura de teus temperados poemas, doce é minha entrega, travo de cinto é a presença de sinal na tua leitura daquele silencio, e - na babel de tonto lábio - tranço tuas linhas, presente, afetuosamente.