sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

435 - ensaio para sombra e esgueiras

o teu soslaio ainda é punhal
nele mora a pedra escravizada
nele tudo é incomensurável
há pântanos, entes, medos atávicos
brilham labaredas entre as estrelas
o teu soslaio ainda é punhal
ubíquo desejo na flor da tarde

12 comentários:

Mai disse...

Há olhares que penetram fundo, como uma lâmina fria. Esgueirar-se em soslaios é sair de fininho, à francesa. Mas há soslaios que são punhal e só resta ao poeta o verso.

cheiros

Malu disse...

Belo !


Bjo .........
:)

Wanderley Elian Lima disse...

Já diz o velho ditado: "Quem desdenha quer comprar"
Abração

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Ubíquo desejo já é punhal! No fim da tarde então..... sangra!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

Talvez um punhal de flores, não menos dolorido! Beijos

Lau Milesi disse...

Assis,tenho pavor de punhal.Saio batida quando alguém me olha de soslaio. Gosto de olho no olho.
Você poetou a expressão "medos atávicos" e lembrei de um filme que vi da sobrinha ou prima(não lembro) do Lhosa. Seus poemas são belos e sempre muito instigantes. Nos levam a pensar.Parabéns!!!

Beijo e bom fim de semana.

Ingrid disse...

Assis,
soslaio que marca e que queima..
lindas imagens..
beijo.

Wilson Torres Nanini disse...

Assis,

de soslaio, mantém-se à espreita, dissimulando o que é letal e pode ferir de morte irrevogável. Até disso sua poesia se-nos perfuma.

Forte abraço!

Cris de Souza disse...

essa imagem é avassaladora....

dade amorim disse...

Maravilha de imagens bem exploradas, Assis.

Beijo

Lídia Borges disse...

O frio em forma de "punhal" e o calor "ubíquo desejo na flor da tarde"

Mil e um poemas!? Só???


Um beijo

Shirley disse...

Passei por acaso e deliciei-me com os seus poemas. São maravilhosos e você é , realmente, um POETA. Abraços!