segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

431 - Partitura inacabada para ensaio de romance

Tenho fragmentos que me estilhaçam
Composições a corroer-me o fígado
Animal faminto que procura abrigo
Sempre que aqui entro não saio,
Deixo-me ficar feito pó na estante

17 comentários:

Mai disse...

Se o amor é essa guerra, não dá pra andar sem colete ou capacete na faixa de gaza, Assis.
E enquanto o poeta se protege, o poema combate.
Mas o vivente, o amador, sempre se estraçalha, porque sempre existirá o amor e a bala perdida.
.

Muito bom isto.

dade amorim disse...

Nessa fragilidade, toda a força do(s) poema(s), toda a perfeição do inacabado.

Beijo, Assis.

Everson Russo disse...

Fragmentos de historia, de lembranças que se juntam no peito,,,abraços de boa semana.

Í.ta** disse...

é a sina de tantos...

excelente!

abraços.

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Dói isso!

Beijos, poeta MIL!


Mirze

nydia bonetti disse...

Senti um fisgada no fígado, Assis. Mas fragmento parece doer menos que caco, ferpa, fiapo. Ui! Tô amarga hoje, menino... beijos.

Tania regina Contreiras disse...

Teu poema cai como uma luva nesta segunda, Assis... Foi feito pra o dia de hoje.
Beijos,

Batom e poesias disse...

Assis,

Acho que sei como é...
Bjs

Rossana

Lara Amaral disse...

Poeira esfumaçando lembranças à luz.

Beijo.

Sandra Botelho disse...

Composições que fogem as mãos e tocam a mente...
Bjos achocolatados

Eder Asa disse...

Sei bem essas composições a corroer-me o fígado, as vezes são tão aliviantes HAHA'

Luiza Maciel Nogueira disse...

Deixa a música levar, bjs!

Jorge Pimenta disse...

e o corpo desprende-se da matéria. fosse assim tão claro com o coração...
um abraço, assis!

Daniela Delias disse...

Ah, esses fragmentos...quem não os tem?

Bjinhos!

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Assis
Como sempre inteligente e enigmático.
Abração

Lau Milesi disse...

Isso faz mal , poeta Assis. Você deve estar exaurido de tanto criar suas belíssimas obras.Tudo bem que a gente quer mais é que você crie, mas que você deve estar esgotado...ah... deve.Um dia desses lendo o Castello, ele falava sobre aquele site das escritoras suicidas e saiu com uma frase que me marcou: "há,de fato, que morrer um pouco pra escrever".
Desculpe, se não é nada disso que eu falei...

Lindo, seu poema.!
Beijoss

BLOG DO PROFEX disse...

Assis, o pouco que fica ainda consegue consegue provocar...
Grande Abraço!