terça-feira, 14 de dezembro de 2010

432 - Poema para quando florirem córregos e cactos

Vou viver teu corpo como latifúndio inexplorado
E farei regalos no caminho e sebes nos teus pastos
Ali desvendarei os vendavais de todas as planícies
Ajuntarei as orlas que contornam a maciez da terra

Vou viver teu corpo com lamúria e cheiro de chuva
Germinar cada árvore e cada grão na rota do desejo
Até ouvir do céu infindo a sinfonia branca de nuvem
Até o galo cantar e os pássaros sorrirem em alvorada

19 comentários:

Everson Russo disse...

Que esse corpo receba a chuva pra fazer renascer um jardim de amor...abraços de bom dia.

Ira Buscacio disse...

O acordar da natureza.

Bj e boa semana pra gente

Malu disse...

Assis,


Um belo hino ao amor ...


BjO.

Mai disse...

Ô Djáxo de coisa linda!!!

E qualquer flor diria assim: deixa tudo desaguar porque é até muito bom se afogar e morrer nesse pasto e nascer outra vez...

Êita!

cheiros

Contos da Joii disse...

Como sempre, uma delícia te ler Assis. Saudades de ti. Beijos.

Lara Amaral disse...

Ah, que bonito! A gente lê sorrindo.

Beijo.

AC disse...

A ternura contida, a ternura por semear...

Abraço

Lau Milesi disse...

Benza Deus!!!
Os títulos que você dá às suas obras, assim como as próprias, são dignos de serem emoldurados.
Parabéns! Muitos!!!

Beijo

Ingrid disse...

Assis,
um florir divino e fértil!
Encantador.
beijo.

Jorge Pimenta disse...

sente-se a erva a amaciar os pés, enquanto plantas de rosto verde sorriem, lascivas, aos lábios que se tocam sob o calor morno de um fim de tartde que acende o desejo e incinera vontades.
ruralmente belo, assis!
um abraço!

Vais disse...

Assis,
a terra é fértil
que floresçam
que floresçam

um abraço

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

Marilia gostaria deste poema mais que o do teu amado Dirceu, já que aqui há a posse do ser amado

Tania regina Contreiras disse...

Desvendando vendavais, Assis, cê é demais!
Belo e belo e belo!
Beijos,

Bípede Falante disse...

um 432 para ficar na memória e na bolsa anotado em uma caderneta...

Mirze Souza disse...

Assis!

Um corpo assim, com lamúria e cheiro de chuva, e com todo esse amor que o poema canta, mesmo morto reviverá!

Parabéns!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Lívia Azzi disse...

Doce e encantador, um poema para render o coração!

Um beijo!

Eder Asa disse...

Belo. Sem mais.

dani carrara disse...

eu curto muito os nomes dos poemas daqui.

votos para que este "quando" seja pra ontem.

bjo

Cris de Souza disse...

natureza elevada!