sexta-feira, 2 de setembro de 2011

694 - sonata de ausência para ruídos de curta duração

já se vão as coisas para o resguardo
onde se coagula o despertencimento
a cadeira deixa de ser assento, pouso
será apenas madeira e suor do trabalho
estas palavras que uso agora em diante
serão caracteres a espera de significado
pois tudo é ausência neste árido terreno
nada há de florescer sem rigor de mãos

10 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Assis
O processo de criação demanda paciência.
Abraço

Luiza Maciel Nogueira disse...

Grande sabedoria poeta! Nada floresce sem ser devidamente cuidado, regado com esforço. Beijos

Everson Russo disse...

É preciso haver a intenção nesse processo da criação, do fazer existir...abraços de bom final de semana.

Zélia Guardiano disse...

Ja se vão as coisas para o resguardo...
Que linda imagem, amigo Assis!
Tenho pensado muito sobre isso, sobre deixar cada objeto que me rodeia, de ter sua função original, para, apenas ser algo que um dia foi feito...
Como, por exemplo, meu relógio velho que não mais funciona, mas está lá, afixado à parede...
Sempre me encantam os seus versos, amigo, grande poeta!
Abraço da
Zélia

Lua Nova disse...

Além da inércia de uma perspectiva funcional, cada coisa criada guarda em si os seus mistérios...
Adorei... como sempre, poeta.
Beijokas.

MIRZE disse...

Se tudo é ausência, e não há mãos que favoreça o florescer, é sinal de terremo pronto. Para deserto.

Beijo, poeta!

Mirze

Jorge Pimenta disse...

nesta ausência, sente-se um aroma de oficina-homem. porque tudo morre no resguardo da melancolia do tempo.
abraço!

dade amorim disse...

As palavras são girândolas de significados.
Beijo.

Ingrid disse...

a espera do reviver ..
beijos querido..

Eurico disse...

A posse das coisas e das palavras...
Essa é uma reflexão que instiga, mas que turva a alma...

Abç fraterno.