domingo, 4 de setembro de 2011

696 - sonata de ausência para girassol, trevo e fogo-fátuo

já não tenho mais silêncios que possam te caber
desfolhei folha por folha o trevo que encontrei
era ciranda de malmequer
arranquei os desígnios por todos os caminhos
as estradas não conduzem, abduzem
é somente sol e poeira embaçando os olhos
os girassóis aguardam mais um arrebol
já não tenho mais silêncios
agora é tumulto e insanidade percorrendo-me
não sei se esqueci de dizer que as horas queimam
nesse fogo-fátuo que ousei te acender

14 comentários:

MIRZE disse...

Muito BOM!

Acender a pessoa no fogo fátuo....
bem, respeito seu gosto, poeta!

Beijo

Mirze

teca disse...

Caramba, poeta!
Que intenso o seu versar: "já não tenho mais silêncios que possam te caber".
Saio daqui totalmente embevecida...
Um beijo imenso!

Tania regina Contreiras disse...

já não tenho mais silêncios
agora é tumulto e insanidade percorrendo-me
não sei se esqueci de dizer que as horas queimam
nesse fogo-fátuo que ousei te acender ...

UAU!!!!
Bjos

Zélia Guardiano disse...

Tristeza, Assis, a ciranda de fogo-fátuo, coisa mais transitória que pode haver...
Lindíssimo poema!
Beijos

Nilson disse...

Ousar acender o fogo-fátuo, eis um gesto grandioso!

Everson Russo disse...

No silencio muitos sentimentos existem...abraços de bom domingo...

dani carrara disse...

adjetivos devem queimar mesmo
olhos de pó.


cada dia mais bonito aqui. deve ser essa a tenência dos bons de pena...né.

abraço.

Van disse...

Quando se perde o silêncio, o tormento grita

Beijos Assis!

Ingrid disse...

reviver do silêncio..da ausência..
beijo Assis querido

Analuz disse...

Intensidade que cala!

Beijinho, poeta Assis!

dade amorim disse...

Uau, Assis, chegamos cada vez mais longe no poema, e mais perto dos mil e um.
Beijo beijo.

Celso Mendes disse...

ausência de silêncio na alma é mal de apaixonados e queima peles insanas.

abraço.

Andrea de Godoy Neto disse...

Assis, esse é maravilhoso! fez-me sentir na pele e na alma o silêncio, o tumulto, a insanidade, o queimar...e o arrepio que todo bom poema me dá.

beijo

Anna Amorim disse...

Poeta,

Belíssimo!


Beijos,


Anna Amorim