domingo, 25 de setembro de 2011

717 - outro canto de ofício para vazante de lua

não há rio maior que a minha mágoa
tão indevassável
como a solidão dos montes altos

mesmo quando a lua se derrama
mesmo quando incidem nuvens
mesmo quando

não há rio maior que a minha mágoa
tão incomensurável
como aquela areia
que escolhi para este deserto

9 comentários:

Celso Mendes disse...

Mas há a palavra como flor brotada no deserto. Pelo menos aqui.

abraço.

Analuz disse...

teu rio e caudaloso em belos versos,poeta Assis...

beijinho de domingo ensolarado!

Everson Russo disse...

Rio de dor em alma...abraços de boa semana pra ti.

Ingrid disse...

tua imensidão querido Assis é pura intensidade sempre..
beijos.

MIRZE disse...

Nossa dor e nossa mágoa é sempre a maior do mundo. Mas pudestes fazer a escolha da areia pata teu deserto. Flor que se abriu!

Beijo

Mirze

Bípede Falante disse...

:(
Oh, que dó entre palavras e belezas.
beijo

dade amorim disse...

Palavras às vezes atraem escolhas.
Beijo beijo.

Cris de Souza disse...

lindo de doer!

Daniela Delias disse...

Linda essa imagem da areia escolhida para os nossos desertos...linda essa escolha de palavras também!