sábado, 10 de setembro de 2011

702 - variações para um poema de guerra e paz

quando falam em guerra
eu lembro de duas bombas
que explodiram dentro de mim
kamikase que sou
em hiroshima e nagasaki
era assim em átomos
vagas que queimam
ainda na solidão dos dias
quando falam em guerra
eu lembro de duas bombas
- duas torres, uma babel -
que não cansam de mutilar
(a paz)

13 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Magnífico!!!
Bravo!!!
Abraço comovido

AC disse...

A guerra morde-nos sempre os calcanhares...
Muito bem, Assis!

Abraço

Everson Russo disse...

A maior guerra está dentro de nós...precisamos desativar justamente essa bomba...abraços de bom sábado.

Fred Caju disse...

Massa, Assis! Paz à sua vida, guerra aos seus versos.

Celso Mendes disse...

eternas mutilações do bicho homem, que se sempre se orgulhou de ser guerreiro. mas ainda há girassóis.

poema de uma construção inteligentíssima!

abraço.

Rejane Martins disse...

nas nuvens de cogumelo, nas duas torres do 11 - a an/coragem da paz na beleza do poema.

Bípede Falante disse...

Não explodiram as bombas sobre a minha cabeça, mas esconderam-se as minas sob os meus pés.
beijosss

MIRZE disse...

Assim é bonito falar em guerra!

Beijo


Mirze

Lídia Borges disse...

Uma visão ampla com a qual concordo plenamente. Não há nenhuma fronteira entre culpados e inocentes. Não há inocentes entre os senhores da guerra.

Um beijo

L.B.

Jorge Pimenta disse...

admirável o quadro intercivilizacional que subjaz a este lamento surdo. todas as vozes - até a do poeta - convergem neste suspiro violento e terno.
abraço!

Ingrid disse...

e o egoísmo humano ..
perfeito Assis..

dade amorim disse...

As bombas explodem invariavelmene dentro de nós.
Beijo beijo.

angela disse...

Muito bom.