segunda-feira, 26 de setembro de 2011

718 - não são os poemas que nos propõem vastidão

repara que na asa do anjo há lentidão
repara que no voo há mais horizonte
repara que no movimento há impulso
repara que o olho é vitima da atenção

repara que a acidez conduz a língua
repara que o norte é sempre direção
repara que o lagarto conduz silencio
repara que no deserto areia mingua

repara que pássaros respiram canto
repara que o desatino tem voz altiva
repara que o espanto liberta o súbito
repara que mote necessita arremate

15 comentários:

MIRZE disse...

Reparei! Principalmente que o espanto [arte] liberta o súbito.!

Grande, poeta!

Beijo

Mirze

Everson Russo disse...

Repara o infinito desse mundo de versos contidos de amor...abraços de boa semana.

Cris de Souza disse...

repara que o poeta no deixa de boca aberta...

beijo, meu querido mestre!

Luiza disse...

Assis querido, ultimamente tenho tido dificuldade de comentar, mas saiba que estou sempre por aqui ansiosa pelos próximos e próximos poemas/poesias. Beijos!

Celso Mendes disse...

repara que o bom arremate depende de um belo texto. como este.

para se aplaudir!

abraço.

Beatriz disse...

estado de de atenção que só a poesia proporciona.

teca disse...

Eu sempre reparo todos os seus versos... são profundos...

Beijo imenso!

Vais disse...

reparo, Assis, na vastidão que faz nascer os poemas
beijo

Lau Milesi disse...

Reparei, poeta Assis.
Quem não reparar é doente da cabeça ou não tem "atenção no olho".
"Mediúnico", seu poema.
Muito,muito lindo!

Um abraço.

Jorge Pimenta disse...

há momentos em que precisamos de olhos para ver...
abraço!

Andrea de Godoy Neto disse...

o espanto liberta o súbito...

liberta mesmo, Assis
e eu me sinto muda diante de ti

beijo

Andrea de Godoy Neto disse...

o espanto liberta o súbito...

liberta mesmo, Assis
e eu me sinto muda diante de ti

beijo

Ingrid disse...

ver além ..
teus versos..
beijos Assis.

dade amorim disse...

Reparar em tudo nesses poemas dos mil e um é um must.

Rejane Martins disse...

Conserta em poesia a sina do olho, a alma da arte, num quase tudo desmancha-dúvidas, atento, inquietante e belo.