quarta-feira, 4 de agosto de 2010

296 - Fantasia para tons em sépia e violeta

                                  p/ Tania Regina Contreiras

Tenho tentado seguir a rota dos rouxinóis
Acalentar as violetas e os presépios roxos
Transformar esta areia em precioso castelo

Mas sempre sopra o vento da inconstância
E desses mistérios rotos de todos os dias
Cumpre-se dar a forma de gesto em desafio

Por em retalho a fantasia que se incendeia
Transmudar a pele que recobre o imaginário
Ouvir em cantilena e suspiro o rugido do raio

18 comentários:

Lou Vilela disse...

Belo aflorar de ressignificâncias. ;)

Beijos

Zélia Guardiano disse...

Poema lindo, Assis!
"Mas sempre sopra o vento da inconstância"
Este verso me pegou pelo pé, ficando eu, com ele quebrado...
Abraço bem forte, amigo!

Everson Russo disse...

Esse vento da inconstancia que leva tudo pelo caminho...abraços amigo e um belo dia pra ti.

Tania regina Contreiras disse...

Ah, Assis, poesia é dádiva, e um espaço enorme se abre em mim para recebê-la: lindo, lindo o poema!
Mistérios rotos - ah, quanta coisa me dizes por aqui!
Afetos de gradição violáceos!
Beijos,
Tânia

leonor cordeiro disse...

Tania ganhou um presente encantado.
Lindo poema!!!
Poeta, seus versos me emocionam.
Grande abraço!

nina rizzi disse...

era preciso muito ais que duas semanas pra te absorver o verbo, meu querido.

é bom estar de volta, aqui.
meu beijo.

Batom e poesias disse...

Um imaginário sem pele contém muito mistério para o meu castelinho.

Bjs
Rossana

Lara Amaral disse...

Ah, o roxo e o sépia não saem da minha mente, uma mistura incandescente. A moça violeta deve ter ficado radiante.

Beijos aos dois.

Mirze Souza disse...

Belíssimo, Assis!

Seguir a rota dos rouxinóis já é função de um poeta. assim tal e qual você.

Um forte abraço!

Mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

já escutas os sons dos raios como quem descreve atentamente a poesia. lindíssimo.

bj

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Homenagear é uma das formas mais lindas de se dizer carinhos, o precioso castelo transformado de areia: oásis na urbe...
E achar uma musa é o grande tesouro, poeta. Ouvimos já o suspiro de Tânia incendiada de seus tons...

Abraço urbano,
Pedro Ramúcio.

Marcantonio disse...

O pendor natural para colher da vida a seiva rara do sonho, aquilo que que é a argamassa da beleza.
Mas o tempo a tudo ameaça levar em sua fugacidade, a envolver nos seus limites, deixando nesse vão apenas a melancolia.
Contra ele a necessidade da fantasia ativa, o inconformismo, a transmutação, a muda, a sensibilidade como intenção.

Poema profundo, poema-repto, uma oferenda sábia, generosa e bela.

A Tânia merece uma homenagem de tal porte.

Abração, Assis.

Mai disse...

Maravilha multicor. A rota dos rouxinóis e toda poesia e beleza no ar.

cheiros

Gerana disse...

Um poema em cores, como Tania merece.

Ribeiro Pedreira disse...

violetas e rouxinóis: cantos que colorem os céus com um cheiro híbrido de poesia

Katrina disse...

O roxo me enlouquece

Jorge Pimenta disse...

mistérios rotos, quem os não tem? resta-nos seguir a rota dos rouxinóis e mergulhar nos olores luxuriantes das flores que em tons roxo e violeta metamorfoseiam a pele e tudo quanto reveste.
essa magia sabe almiqui-la a tânia... e tu, amigo assis.
um abraço!

Sílc disse...

Minha linfa Flor Tânia violeta, lindo seu presente. O Poeta Assis descreveu como a sinto um raio violeta!
Sílvia feliz por você!
http://www.silviacostardi.com/