sexta-feira, 6 de agosto de 2010

298 - Poema das heranças admitidas


Quando cheguei ao mundo desatinado
Deus me deu de presente uma palmada
Depois fiquei tonto com tamanho alarido
Mas percebi que havia no canto do quarto
O silêncio de meu pai como cura e salvação

20 comentários:

Jorge Pimenta disse...

assis, eis o que um dia gostaria de poder dizer ao meu pai... que mesmo em silêncio, ou ausente, a sua imagem inspira e redime para lá da eternidade.
um abraço, mago dos afectos!

Mai disse...

Bela e sábia herança.
Uma fortuna, ruminar silêncios e transmutá-los em poesia.
Se ser gauche é ser silenciosa e poeticamente assim, este é um espólio magnífico.

cheiros mil

Mirze Souza disse...

Assis!

Essa herança é admitida e bendita, pois de filho para pai.

Bela homenagem!

Beijos

Mirze

Gerana Damulakis disse...

Vou confessar uma bobagem de minha maneira de ser: os 2 últimos versos fizeram água nos meus olhos.

Insana disse...

Quando te leio me perco em minhas loucuras.

bjs
Insana

Lara Amaral disse...

O silêncio do consentimento.

Beijo, amado.


Ps.: amei seu comentário no Bloco de Notas do Marcelo, vc sabe me deixar sem jeito =).

Luiza Maciel Nogueira disse...

Eis que a vida nos mostra os caminhos e o silêncio interpretamos cada qual do seu modo. Quando a cura acontece a porta da salvação nos abre algum amor.

Beijos

nina rizzi disse...

caramba, que poema lindo. era isso que eu queria encontrar aqui hoje: verdade. como vc diz: de torar.

beijos.

Tania regina Contreiras disse...

Ai, ai e ai...que tu me fez foi lembrar do meu pai: onde estará depois de ter ido?
Vc bem que sabe fazer a gente vaze pelos olhos, Assis...
Beijos

líria porto disse...

muita vez é o silêncio que nos diz tudo.
besos

leonor cordeiro disse...

Estou aqui em silêncio, envolvida pelo carinho e afeto da sua lembrança...
Grande abraço!

ONG ALERTA disse...

O amor de um pai, paz.
Beijo Lisette

Zélia Guardiano disse...

Querido Assis
O silêncio de um pai fala alto...
Abraço

Luiza disse...

Lembrei do meu pai querido que já se foi...senti muita paz com o seu poema...

Beijooooo

Marcantonio disse...

Ler esse poema agora, na madrugada, foi uma experiência muito densa. Muito bonito. Você provocou uma série de evocações paternas, certamente. Eu mesmo não escapei dessa evocação.

Grande Assis, um abraço.

Everson Russo disse...

É o que nos guarda a imagam paterna,,,silencio acolhedor e protetor,,,abraços de bom sabado.

Lídia Borges disse...

A simplicidade dentro da complexidade da vida.
Atenuada sempre por alguém que nos ensina e nos guia.

Muito bonito!

Cris de Souza disse...

Emocionou-me...
Carrego no canto esquerdo do peito.

Daniela Delias disse...

Por aqui, olhos marejados.
Bjos

cristina disse...

Lindo!