domingo, 1 de agosto de 2010

293 - Improviso para dor e via láctea

Durmo, sonho enquanto se acendem luzes no sono
Também há mãos que tateiam restos de silêncios

O que houve do outrora transmuda-se em sinfonia
Nas retinas da melancolia que empalidece os muros

Tenho hábitos de navegar na noite os teus cristais
Como cavalgar estrelas e outras montarias celestes

Mas de vez em quando me toma de medo a fantasia e
Recolho-me frio as pálpebras que sobejam mansidão

19 comentários:

Everson Russo disse...

Navegar na noite e se perder nessa via lactea de amor e sonhos...abraços amigo e uma bela semana pra ti.

Luiza disse...

Lindo começinho de agosto para ti...
Beijoooo

Jorge Pimenta disse...

"Tenho hábitos de navegar na noite os teus cristais / Como cavalgar estrelas e outras montarias celestes"
imagem perfeita, amigo!

Ana SS disse...

ótimo improviso.

Andrea de Godoy Neto disse...

Assis, que poema perfeito! Essa imagem de cavalgar estrelas e outra montarias celestes é simplesmente maravilhosa.

(Este poema me lembrou o Jorge Pimenta ;)

beijo

Lara Amaral disse...

É, perfeito, preciso divulgá-lo, ele le(a)va minha alma.

Está no meu Facebook hoje.

Beijinho.

Cris de Souza disse...

Esse improviso é fatal(mente) belo!
Imagens impressionates, nos tomando por inteiro.

Beijo-te!

Mirze Souza disse...

Muito bonito apesar de improviso!

Medo e fantasia - mistura que estraga-prazer principalmente de poetas.

Beijos

Mirze

Zélia Guardiano disse...

Que improviso, amigo meu!
Belíssimo!!!
Abraço enorme para ti...

Gerana Damulakis disse...

Sinto-me a navegar em versos longos.

Domingos Barroso disse...

Preciso, insone (embora sonho),
conciso e mágico.

Forte abraço, meu camarada.

Sandra Botelho disse...

Muito belo...Bjos achocolatados

Primeira Pessoa disse...

noite.
breu...

às vezes recuso-me, ausente de luz que sou, a acreditar que a tela com que pintaram a vida é azul.
e é aí que "Recolho-me frio as pálpebras que sobejam mansidão "...

bonito, da pituba.
mas escuro.

Mulher na Polícia disse...

Gosto dessas "mãos que tateiam restos de silêncios".

Beijos!

Rafael disse...

Ficou bem bonite, Assis, gostei bastante dessa parte:
"Tenho hábitos de navegar na noite os teus cristais
Como cavalgar estrelas e outras montarias celestes"
Abraço

Marcantonio disse...

Improviso é palavra enganosa, pois aqueles feitos por mestres tem acabamento perfeito de obra pensada, cuidada, como aqueles de Schubert que você mencionou. Ou esse seu.
No cavalgar pelo firmamento, em fantasia, às vezes deparamos vãos de vertigem infinita e medo que só sossegam e silenciam nesse recolhimento familiar de pálpebras. Belíssimo!

Abração, Assis.

Luiza Maciel Nogueira disse...

ah que sonho tão sensível, tão bom!

:)
bjs

Mai disse...

Coisa mais linda isso!

"De dia lágrimas, à noite - amantes"
É tão bonito o cuidado que tens com a palavra...
Força e delicadeza se mesclam aqui.

cheiros mil

Lou Vilela disse...

Imagens arrebatadoras! ;)

Beijos